A greve dos trabalhadores da rede municipal de educação de Maceió completou nesta quarta-feira (14) nove dias, com mobilizações que evidenciam a disposição da categoria em manter a paralisação enquanto não houver avanços nas negociações com a prefeitura. Pela manhã, um ato público reuniu servidores na Praça Centenário, onde denunciaram o que classificam como “falência da gestão da Educação” na capital alagoana.
Com cartazes, faixas e um buzinaço que movimentou a região central, os manifestantes abordaram motoristas e pedestres para explicar os motivos da greve. Eles reivindicam melhores condições salariais e estruturais para o funcionamento das escolas municipais, além de diálogo com a gestão do prefeito João Henrique Caldas (PL), o JHC
“O prefeito segue sem nos receber e ainda não apresentou uma proposta digna para a categoria. Todos os dias a imprensa noticia os problemas da educação em Maceió, que são os mesmos que enfrentamos nas escolas”, afirmou Izael Ribeiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal).
A categoria rejeitou em assembleia a proposta apresentada pela Prefeitura, que previa um reajuste de 6,27%, dividido em duas parcelas — uma em maio e outra em outubro.
Com a paralisação mantida, novas mobilizações estão programadas. Nesta quinta-feira (15), os servidores irão realizar um ato em frente à sede da Prefeitura de Maceió, às 9h. Já na sexta-feira (16), uma nova assembleia está marcada para avaliar os rumos da greve.
A Secretaria Municipal de Educação ainda não se pronunciou sobre as mobilizações desta quarta-feira, nem sinalizou uma nova proposta ou reunião com o sindicato até o momento.
Por Assessoria








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