E a esculhambação e o mar de lama na CBF continuam a todo vapor. E vou logo adiantando: os clubes e parte da imprensa têm culpa nisso tudo. Os clubes, porque se submetem a essa esculhambação total; seus dirigentes não se impõem, e são justamente os clubes, com suas torcidas, que enriquecem a entidade máxima do futebol brasileiro.
Parte da imprensa se cala porque tem negócios com a CBF, sendo associada a ela nas transmissões esportivas.
A Seleção Brasileira está cada vez mais distante do torcedor raiz. Com esses “estrangeiros” que jogam, em sua maioria, na Europa, o torcedor já naturalizou as derrotas — inclusive as mais vergonhosas.
Nesta terça-feira, o treinador do Real Madrid, Carlo Ancelotti, deu um “não” à CBF. Agora, o presidente Ednaldo Rodrigues corre atrás de Jorge Jesus. Mas será que vão dar a ele a autonomia necessária? Ou os empresários continuarão a indicar suas “jóias”, apenas para valorizá-las e lucrar mais adiante?
Vou repetir: futebol não tem segredo. Junte os melhores jogadores que atuam aqui mesmo no Brasil, convoque uns três desses “estrangeiros” e tudo certo.
Agora surge essa história da camisa vermelha — ou rubro-negra, ou rubro-verde, sei lá — supostamente proposta pela fornecedora de material esportivo Nike. O presidente da CBF demorou quase 24 horas para responder e desmentir que teria recebido proposta nesse sentido.
Na verdade, essa história da camisa vermelha só serviu para fomentar tretas nas redes sociais, com teorias conspiratórias que parecem ter saído da cabeça de ensandecidos — muitos deles, aliás, desses ditos patriotas de araque.
Esculhambação, desmoralização e mar de lama: esse é o enredo da CBF e das federações estaduais.







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