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Brasil reduz desigualdade de renda ao menor nível desde 2012

por | 12 maio, 2025

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© Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

O Brasil registrou, em 2024, o menor nível de desigualdade de renda desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. Segundo dados divulgados pelo IBGE na semana passada, os 10% da população com os maiores rendimentos ganham, em média, 13,4 vezes mais do que os 40% com os menores rendimentos — a menor razão já registrada.

Ainda que a desigualdade permaneça alta, o dado representa uma queda significativa em relação ao pico de 2018, quando a diferença era de 17,8 vezes. Em valores, os 10% mais ricos receberam, em média, R$ 8.034 em 2024, enquanto os 40% mais pobres ficaram com R$ 601. Entre o 1% mais rico, o rendimento foi de R$ 21.767, o que equivale a 36,2 vezes o valor dos mais pobres — número também inferior ao de 2023 (39,2 vezes).

O principal motor dessa redução foi o crescimento real da renda entre os mais pobres. Os 40% com menores rendimentos tiveram aumento de 9,3% em relação ao ano anterior, enquanto os 10% mais ricos viram seus ganhos subirem apenas 1,5%. O rendimento médio per capita da população brasileira chegou a R$ 2.020 — o maior da série.

Entre os fatores que explicam a melhora estão o aumento do salário mínimo, o fortalecimento de programas sociais como o Bolsa Família, e o dinamismo do mercado de trabalho, com elevação do nível de ocupação e dos salários nas faixas de menor renda.

Regionalmente, os maiores avanços foram registrados nas regiões Norte (54,7%) e Nordeste (51,1%), entre 2019 e 2024. Ainda assim, o Nordeste tem o menor valor médio per capita para os 40% mais pobres: R$ 408. O Sul lidera, com R$ 891.

Outro indicador importante, o Índice de Gini, que mede a concentração de renda, caiu para 0,506 — também o menor nível da série histórica. Quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade. O índice já chegou a 0,545 em 2018.

“O Brasil ainda é um país bastante desigual, mas os dados mostram uma melhora consistente na distribuição de renda nos últimos anos”, avaliou o analista do IBGE, Gustavo Fontes.

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