A retomada do Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) em Alagoas já apresenta resultados expressivos e promete um impacto ainda maior nos próximos anos. De acordo com dados oficiais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, o Novo PAC destinou ao estado 29.795 unidades habitacionais, entre projetos em fase de seleção, licitação, obras ou entregas. É o maior volume de investimentos em habitação popular já registrado na história recente de Alagoas.
Desse total, mais de 26 mil moradias já foram reservadas e estão em etapa avançada de contratação e execução, movimentando a economia local e garantindo moradia digna para milhares de famílias alagoanas.
Esse avanço, no entanto, não é novidade. Durante os governos Lula 1, Lula 2 e Dilma Rousseff 1 e 2, o Minha Casa Minha Vida contratou, apenas em Maceió, 38.922 unidades habitacionais, segundo relatório do Ministério das Cidades (2016). Isso representa um marco histórico: supera todo o volume construído entre 1964 e 2014 por instituições como COHAB, IPASEAL, Prefeitura de Maceió e o governo estadual, que juntos somaram 36.686 moradias em 54 conjuntos habitacionais.
A diferença é reveladora: os governos de esquerda demonstraram um compromisso concreto com a habitação popular. O programa não se limitou a construir casas — ele impulsionou a economia. Entre 2009 e 2016, o Minha Casa Minha Vida gerou em Alagoas cerca de 30 mil empregos diretos na construção civil, com carteira assinada, movimentando toda a cadeia produtiva, do cimento à cerâmica, do pedreiro ao pequeno comerciante.
Com o retorno de Lula à Presidência, o programa foi reformulado e ampliado. Agora, com a nova fase integrada ao Novo PAC, o setor da construção civil volta a ganhar fôlego. Os canteiros de obras se multiplicam no estado, gerando novos empregos, renda e oportunidades. A construção civil retoma seu papel estratégico como motor do desenvolvimento urbano e social.
Outro diferencial dessa nova etapa é que o programa passou a incluir também a classe média, com faixas de renda superiores às contempladas nas versões anteriores. Isso significa que mais brasileiros — inclusive profissionais autônomos e famílias de renda intermediária — também poderão realizar o sonho da casa própria com apoio do Governo Federal.
A meta do governo federal é garantir que as moradias cheguem tanto às famílias mais vulneráveis quanto àquelas que trabalham e contribuem, mas ainda não conseguiram sair do aluguel. Em Alagoas, a expectativa é de que, até o fim de 2026, o programa supere todas as marcas anteriores.
Governo Bolsonaro: zero nova contratação
Durante o governo Bolsonaro (2019–2022), o programa Minha Casa Minha Vida foi substituído pelo Casa Verde e Amarela, com foco em regularização fundiária e financiamentos para a classe média. Não houve contratação de novas moradias populares (Faixa 1) em Alagoas. As unidades entregues no período — como os residenciais Oiticica I e II em Maceió e o Residencial Pilar — foram contratadas ainda nos governos Dilma Rousseff, entre 2013 e 2015. Na prática, o que se viu foi a continuidade de obras iniciadas em governos anteriores, sem novos investimentos em habitação popular no estado.





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