sexta-feira, 07 agosto 2026
Céu limpo
Maceió
26°C
Céu limpo
Céu limpo
Maceió
26°C
Céu limpo

Após R$ 180 milhões investidos, Riacho Salgadinho depende de operação improvisada para limpeza

por | 7 ago, 2026

ESPALHE A NOTÍCIA
Link copiado para o Instagram!

Uma obra de R$ 180 milhões que deveria representar a recuperação do Riacho Salgadinho acabou revelando um problema básico: a falta de planejamento para sua manutenção. A avaliação é do professor Dilson Ferreira, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), para quem o uso de um guindaste para retirar lixo e sedimentos é um sinal de improviso e não uma solução permanente.

Segundo o pesquisador, a manutenção deveria ter sido prevista ainda na elaboração do projeto. O Riacho Salgadinho faz parte de uma bacia hidrográfica de aproximadamente 27 km², com cerca de 13 quilômetros de extensão e influência sobre 17 bairros de Maceió, recebendo grande volume de águas das chuvas e carregando areia, lama e outros sedimentos.

Cortesia

Para Dilson Ferreira, a operação com guindaste hidráulico para retirar sacos de resíduos expõe uma falha estrutural da obra. Na avaliação dele, um sistema dessa dimensão deveria contar com acessos adequados para retroescavadeiras e escavadeiras, permitindo a retirada de grandes volumes de material de forma mais rápida e econômica.

O professor alerta ainda que o acúmulo de sedimentos sobre o leito revestido em concreto reduz a capacidade de escoamento do riacho e aumenta o risco de transbordamentos em períodos de chuvas intensas.

“Guindaste não substitui planejamento. Uma obra pública precisa ser projetada para funcionar e, principalmente, para ser mantida de forma eficiente. Uma manutenção malfeita, cara e improvisada compromete o resultado do investimento e transfere para a população o custo da falta de planejamento”, afirma Dilson Ferreira.

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *