Pesquisadores independentes de renome internacional denunciaram, nessa sexta-feira (8), que os mapas de criticidade utilizados pela Defesa Civil de Maceió para delimitar áreas de afundamento do solo foram elaborados com base em critérios sem respaldo científico. As declarações ocorreram durante audiência pública convocada pelo defensor público Ricardo Melro, com participação da Associação dos Empreendedores e Vítimas da Mineração em Maceió.
Segundo a entidade, as informações questionadas sustentaram decisões do Ministério Público Federal (MPF) e da própria Defesa Civil, resultando em delimitações que, na prática, excluem regiões como Flexais, Marquês de Abrantes e parte do bairro Farol, apesar de apresentarem riscos e danos relacionados à exploração de sal-gema pela Braskem. A Associação afirma que, se aplicados métodos reconhecidos internacionalmente, essas áreas já deveriam ter sido evacuadas e indenizadas integralmente.
A nota pública divulgada pela associação acusa a mineradora de adotar “fraude científica” como estratégia para reduzir custos de reparação e minimizar o alcance das indenizações. O documento também critica a postura de órgãos como MPF, Ministério Público Estadual e Defensoria Pública da União, que teriam assinado acordos “profundamente lesivos” às vítimas.
A Associação manifestou apoio irrestrito ao defensor Ricardo Melro, que, segundo a associação, resiste a pressões internas e atua para revisar indenizações, reparar prejuízos de empreendedores e garantir a proteção de moradores. A entidade convocou a sociedade civil a se mobilizar em defesa da Defensoria Pública Estadual, apontada como “última fronteira de luta contra o crime socioambiental” causado pela Braskem.





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