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Crise na educação de Maceió expõe falta de profissionais e irregularidades em contratações, denuncia vereador

por | 12 abr, 2026

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Assessoria

A rede municipal de ensino de Maceió enfrenta um dos momentos mais críticos das últimas décadas, marcado por falta de profissionais, problemas estruturais nas escolas e questionamentos sobre a legalidade de contratações temporárias. As denúncias foram reforçadas pelo vereador Charles Hebert, que cobra a realização de concurso público como solução definitiva para a crise.

Para o vereador, o uso recorrente de Processos Seletivos Simplificados (PSS) pela gestão municipal tem sido insuficiente para resolver os problemas estruturais da educação. Um novo PSS lançado para 2026, de acordo com ele, apresenta irregularidades no edital, o que motivou a apresentação de um requerimento exigindo transparência e legalidade nas contratações.

“O PSS pode até atender a uma necessidade imediata, mas não resolve a raiz da situação. A educação precisa de planejamento”, afirmou.

A crise na rede municipal vai além da contratação de pessoal. Há relatos de escolas sucateadas, reformas inacabadas desde o início da gestão do ex-prefeito João Henrique Caldas e unidades que estariam fornecendo água imprópria para consumo, o que agrava ainda mais o cenário enfrentado por estudantes e profissionais da educação.

A falta de professores, auxiliares e outros trabalhadores tem impactado diretamente o funcionamento das escolas, com registros de turmas sem aulas e prejuízos no processo de aprendizagem.

Diante desse quadro, o vereador defende a realização de concurso público como medida essencial para garantir estabilidade no quadro de servidores, continuidade pedagógica e valorização dos profissionais da educação.

Além da recomposição do quadro de pessoal, ele também cobra investimentos em infraestrutura e melhores condições de trabalho nas unidades escolares.

“Educação não pode ser tratada com improviso. É preciso responsabilidade, planejamento e respeito à população”, reforçou.

Até o momento, as críticas apresentadas pelo parlamentar não foram respondidas nem pela Secretaria Municipal de Educação, nem pelo prefeito Rodrigo Cunha. O silêncio tem sido a resposta.

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