A região do Flexal de Baixo, em Maceió, uma das áreas atingidas pelo afundamento do solo provocado pela mineração de sal-gema da Braskem, voltou a ser alvo de denúncias de agressão ambiental. O local integra a chamada geografia dos crimes da mineração, que afeta cinco bairros da capital.
Moradores denunciam que a Braskem contratou uma empresa para realizar intervenção direta em área de manguezal, ecossistema protegido por lei. Segundo os relatos, a ação estaria promovendo desmatamento irregular e uso de maquinário pesado em uma Área de Preservação Permanente (APP), fato que seria de conhecimento tanto da mineradora quanto da empresa contratada.
Um novo episódio foi registrado nesta semana no bairro de Bebedouro, na área do Flexal de Baixo, quando um trator ficou atolado no mangue, evidenciando a fragilidade ambiental da área e a imprudência da intervenção. O caso foi registrado em vídeo por moradores e circula amplamente nas redes sociais, gerando indignação.
O manguezal é protegido pela legislação ambiental por sua função ecológica essencial, que inclui a preservação da biodiversidade, o equilíbrio climático e a subsistência de comunidades tradicionais. Intervenções desse tipo exigem licenciamento rigoroso, estudos de impacto ambiental e transparência, o que, até o momento, não foi apresentado à população.
O episódio reacende o alerta sobre a atuação da Braskem e de suas contratadas em territórios já profundamente atingidos pelo crime ambiental da mineração em Maceió. Moradores e entidades cobram apuração imediata por parte do IMA/AL, do Ibama e do Ministério Público, além da suspensão das intervenções até o esclarecimento das autorizações e dos danos causados.







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