O Programa de Apoio aos Animais, criado para atender cães e gatos afetados pela desocupação dos bairros atingidos pela mineração em Maceió, alcançou a marca de mais de 30 mil atendimentos desde 2020. Os dados foram apresentados durante audiência de acompanhamento promovida pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) e uma visita técnica ao campus da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em Viçosa, onde funcionam os canis e gatis que abrigam os animais resgatados.
A iniciativa foi estruturada para acolher animais deixados para trás durante o processo de realocação de moradores do Pinheiro e de bairros vizinhos. Também passaram a ser atendidos animais comunitários que viviam nas ruas da região e eram cuidados pela população antes da saída dos moradores.

Assessoria
Ao longo dos últimos anos, o programa realizou mais de 5 mil castrações e viabilizou a adoção responsável de 975 cães e gatos. Atualmente, 458 animais permanecem sob os cuidados da estrutura mantida pela parceria, entre eles 378 gatos e 80 cães, a maior parte disponível para adoção.
Durante a visita, os participantes acompanharam o funcionamento de um biodigestor e de uma estação de tratamento de efluentes implantados para dar destinação adequada aos resíduos produzidos nos abrigos. O sistema transforma os dejetos em fertilizante e biogás, contribuindo para a sustentabilidade das operações.

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Os animais acolhidos recebem alimentação, acompanhamento veterinário, tratamento de saúde e são submetidos à castração. Paralelamente, ações de incentivo à adoção são promovidas ao longo do ano por meio do projeto Focinho Responsável, desenvolvido pela Ufal.
O Programa de Apoio aos Animais reúne instituições como o Ministério Público, a Ufal, a Braskem, a Polícia Civil, a Fundepes e a Comissão de Bem-Estar Animal da OAB Alagoas. Uma nova audiência de acompanhamento está prevista para setembro.








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