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“A política ama a traição e odeia o traidor”, disse Brizola. Vale para Alagoas?

por | 18 maio, 2026

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O Brasil tomou conhecimento, no sábado (16), do desfecho da pré-candidatura à Presidência da República do ex-ministro Aldo Rebelo pelo Partido Democracia Cristã (PDC). O episódio envolveu o ex-deputado João Caldas, pai do ex-prefeito de Maceió JHC, filiado ao PSDB, e reacendeu discussões sobre o valor que a família Caldas atribui aos acordos políticos. Em Alagoas, os Caldas são conhecidos pela acusação recorrente de não cumprir acordos políticos.

João Caldas, novo chefe e presidente nacional do Partido Democracia Cristã, anunciou que Aldo Rebelo, com quem conviveu na Universidade Federal de Alagoas (Ufal) durante o período estudantil, não seria mais o candidato do partido à Presidência da República.

O ex-ministro foi substituído, sem aviso prévio, pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, tratado por João Caldas como “uma pérola, um diamante…”.

Os comentários na mídia alagoana apontam que os dois grupos rivais — o dos senadores Renan Calheiros e Renan Filho e o do deputado Arthur Lira — teriam atuado junto ao Palácio do Planalto para que a irmã de João Caldas, Marluce Caldas, tia de JHC, fosse nomeada para uma das vagas do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O acordo tem versões diferentes: uma de que haveria composição com o grupo do MDB; outra, com Arthur Lira, dentro de um cenário em que JHC seria candidato ao Governo de Alagoas. Em ambas, haveria apoio político ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Marluce Caldas foi nomeada ministra do STJ aos 67 anos de idade. Permanecerá na Corte até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos, devendo exercer o cargo pelos próximos oito anos.

A senadora Eudócia Caldas, esposa de João Caldas, mãe de JHC e cunhada de Marluce Caldas, não manifestou publicamente seu posicionamento sobre a indicação do ministro Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A parlamentar esteve presente na sessão de votação em plenário.

Enquanto isso, os senadores Renan Calheiros e Renan Filho declararam voto favorável a Jorge Messias.

O silêncio da senadora Eudócia Caldas é interpretado, nos bastidores políticos, como um sinal eloquente de que deve ter votado pela rejeição do indicado do presidente Lula.
Para analistas políticos, esta poderá ser a terceira traição durante o processo eleitoral de 2026. A conferir.

Alagoas conhece o DNA político dos políticos da família Caldas.

Agora resta esperar para saber se a frase de Leonel Brizola — “A política ama a traição e odeia o traidor” — ainda mantém algum valor no cenário político brasileiro.

*Historiador e jornalista

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