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A Política nas Redes Sociais

por | 27 dez, 2024

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Crédito: Quinho

A eleição de muitos políticos no Nordeste, especialmente de direita em Maceió, tem sido fortemente baseada no uso estratégico de gatilhos mentais, amplamente explorados nas redes sociais.

Estes perfis são cuidadosamente planejados para ativar sentimentos como polarização política, escassez e urgência, posicionando-os como figuras de autoridade e buscando validação por meio da prova social, muitas vezes com ações de gestão realizadas apenas para fins de marketing. Em outros casos usando a oposição como meio de conseguir votos, basta ver alguns vereadores reeleitos e mesmo deputados. Usam a polarização e o ódio político como moeda para conseguir votos. Alimentam diariamente as redes.

Além disso, utilizam estratégias de reciprocidade, como responder a comentários (muitas vezes com pessoas pagas para fazer isso e gerenciar suas redes) e criam afinidade com o público, simulando uma falsa proximidade. Outros utilizam influencers locais e redes de outros perfis para criar um ambiente de engajamento.

Em Maceió, é recorrente entre políticos a prática de anunciar obras ou ações simplistas nas redes sociais como grandes feitos, enquanto ignoram questões estruturais mais complexas que não geram o mesmo impacto visual.

Esses ditos “políticos do povo ou titios”, prometem soluções rápidas e diretas para problemas históricos, apelando para o emocional ao invés de discutir profundamente os desafios reais da cidade.

Essa estratégia é somada à exploração diária da novidade, mantendo os seguidores ansiosos, ao mesmo tempo em que promovem exclusividade, se apresentando como portadores de ideias únicas e inovadoras, que vão salvar a cidade com muito emprego e renda, e utilizam o contraste para se compararem com outros políticos e destacar supostas vantagens.

Essas ferramentas de gatilhos digitais são altamente eficazes para engajar e persuadir, transformando seguidores em eleitores e criando legiões de apoiadores. Contudo, muitos desses políticos evitam debates públicos e ambientes fora de seu controle, uma prática comum nos dias atuais (afinal eu tenho minha rede e falo o que quero), especialmente perceptível no Brasil e em Maceió nas últimas eleições .

Eles dependem de equipes de marketing para sustentar suas narrativas e, em visitas a bairros periféricos, praças ou eventos culturais, tudo é meticulosamente planejado para evitar improvisos e qualquer forma de pressão pública. Essa postura revela a fragilidade desses políticos em situações que exijam debate, espontaneidade ou respostas concretas para problemas reais.

Nas redes sociais, eles vendem a ideia de um paraíso urbano, transformando a cidade em uma espécie de “Disneylândia digital,” onde a realidade complexa do Brasil e especialmente de Maceió é substituída por um cenário de aparências. Contudo, o impacto dessas estratégias na vida real é superficial. Apesar disso, geram votações expressivas, pois muitos eleitores, imersos no universo digital, acabam votando por impulso, desconectados do cotidiano da cidade e das reais necessidades da população.

Esse comportamento reflete a consolidação de políticos que dominam as narrativas artificiais, mas frequentemente carecem de propostas concretas para lidar com os desafios históricos de Maceió e do Nordeste, como a desigualdade social, a precariedade da infraestrutura e a falta de oportunidades. O resultado é uma política de aparências, que alimenta ilusões digitais enquanto mantém a população distante de soluções efetivas para os problemas reais da região.

Se a oposição quiser ganhar as eleições, vai ter de entrar no jogo das redes, de forma inteligente, pois se souber usar pode conversar com o povo e dialogar sobre problemas reais. Tenha certeza que terá muitos votos.

A corrida para 2026 já começou.

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