O depoimento de Antônio Carlos Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’, à CPMI do INSS na quinta-feira (25) provocou críticas à condução do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), acusado por parlamentares de parcialidade e prejulgamento do depoente.
Em suas redes sociais, o deputado federal Alencar Santana (PT-SP) afirmou: “Mais uma vez o relator da CPMI do INSS mostrou que tem lado e que não tem condições de manter a imparcialidade que esta função tão importante exige. Desta vez, ele simplesmente decidiu ler uma nota de apoio político ao governo Bolsonaro, que foi onde a quadrilha que roubou os aposentados foi formada. Para a CPMI ser levada a sério pela população, é preciso que os parlamentares respeitem a institucionalidade, sobretudo nas funções de relatoria e presidência da comissão”.
Santana também criticou a “baixaria” que, segundo ele, tem marcado alguns momentos da comissão: “O Parlamento é um lugar sério e uma CPMI não pode ser confundida com teatro ou palanque”.
Durante o depoimento, Careca do INSS negou envolvimento nas fraudes e afirmou que o aumento patrimonial de R$ 14 milhões em menos de três meses, em 2024, foi fruto de trabalho legítimo. No entanto, ele se recusou a responder às perguntas do relator, deputado Alfredo Gaspar, alegando que este o teria chamado de “ladrão” várias vezes. A postura do relator foi considerada arrogante, por demonstrar falta de equilíbrio na arguição da testemunha, especialmente para alguém que atuou como promotor de justiça.
O relator da CPMI tem sido acusado por outros deputados e senadores de prejulgamento e atuação parcial, especialmente por proteger interesses do governo federal durante o período investigado, enquanto os desvios ocorreram, segundo investigações, durante a gestão de Jair Bolsonaro.
O episódio reacende o debate sobre a necessidade de imparcialidade e seriedade na condução da CPMI do INSS, que têm papel fundamental na fiscalização de órgãos públicos e na proteção de direitos de cidadãos, como aposentados e pensionistas do INSS.






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