A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou a Justiça Eleitoral neste domingo (25) para denunciar que apenas 60% da frota de ônibus de São Paulo estaria circulando durante o segundo turno das eleições presidenciais.
A coligação Brasil Pronto pra Mais afirma que a redução descumpre uma decisão judicial que determinou a operação de 100% dos veículos previstos para dias úteis regulares.
As informações foram divulgadas pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Na petição apresentada à 1ª Zona Eleitoral da capital paulista, a campanha relatou problemas no transporte em regiões como Itaim Paulista, na zona leste, no centro e na avenida Paulista.
Segundo o documento, fiscais do PT também receberam relatos de moradores da zona norte que teriam esperado mais de uma hora por um ônibus.
Campanha pede medidas urgentes
A coligação solicitou que a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans restabeleçam imediatamente a circulação integral da frota e apresentem, em até uma hora, dados sobre a operação dos veículos por região e empresa responsável.
O pedido também inclui a fixação ou o aumento de multas por hora de descumprimento e o encaminhamento do caso ao Ministério Público Eleitoral para avaliar possíveis irregularidades.
De acordo com a campanha, a redução da frota prejudica o deslocamento dos eleitores, especialmente os de menor renda, ao aumentar o tempo de espera e a lotação dos veículos.
Prefeitura e SPTrans foram notificadas
Na sexta-feira (23), a Justiça Eleitoral determinou que a prefeitura e a SPTrans disponibilizassem 100% da frota prevista para dias úteis regulares neste domingo. A decisão estabeleceu multa individual de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento injustificado.
Segundo a reportagem, a prefeitura não havia se manifestado sobre a nova denúncia até a publicação. A SPTrans afirmou que cumpriria a determinação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), mas criticou a alteração das regras a menos de 24 horas da votação.
O órgão informou que havia planejado colocar 6,9 mil ônibus em circulação, volume 40% superior ao de domingos habituais. Também alegou que as concessionárias teriam menos de 12 horas para mobilizar mais de 10 mil trabalhadores, o que poderia afetar as folgas e o direito ao voto dos funcionários.
Até a publicação da reportagem, não havia confirmação independente sobre a circulação efetiva de apenas 60% da frota.







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