A mais recente rodada da pesquisa Quaest indica que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda lidera a preferência do eleitorado evangélico, mas com perda significativa de vantagem. O senador aparece com 52% das intenções de voto, ante 31% atribuídos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em maio, o cenário era mais favorável ao parlamentar, que tinha 61%, enquanto Lula registrava 24%. A diferença, que chegou a 37 pontos, caiu para 21 pontos em junho.
O levantamento aponta um movimento de redução do apoio ao clã Bolsonaro entre segmentos de liderança e influência de denominações evangélicas no país, em um contexto de reorganização de apoios políticos dentro desse eleitorado.
Segundo o recorte apresentado, três fatores são apontados como centrais para a queda de apoio ao nome de Flávio Bolsonaro entre evangélicos: desgaste de confiança associado a episódios recentes envolvendo o senador e pessoas próximas; percepção de ausência de um projeto político mais amplo para o país; e repercussões negativas de iniciativas e produções associadas ao entorno político do grupo, vistas por parte do eleitorado como reforço de interesses familiares.
O texto também destaca que pesquisas qualitativas apontam mudanças de percepção em relação à família Bolsonaro em segmentos evangélicos, com exceção de avaliações mais positivas atribuídas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
No campo institucional religioso, o cenário descrito indica rearranjos entre diferentes denominações. Lideranças do Ministério de Madureira, ligado à Assembleia de Deus, estariam se aproximando de outras alternativas políticas, enquanto a Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, sinalizaria atuação mais fragmentada nos palanques estaduais.
Outras denominações citadas aparecem com posturas distintas: a Congregação Cristã no Brasil mantém posição de neutralidade eleitoral, enquanto a Igreja Adventista também afirma não apoiar candidaturas, postura que teria sido recebida positivamente por setores políticos.
O cenário descrito pelas pesquisas sugere, segundo a análise, um movimento de maior dispersão e menor alinhamento automático do eleitorado evangélico em relação a candidaturas específicas, com aumento da disputa por influência entre diferentes grupos religiosos e políticos.






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