O comandante-geral da Polícia Militar de Alagoas (PMAL), coronel Paulo Amorim, determinou investigação sobre o envolvimento de policiais militares nas manifestações golpistas em frente do quartel do 59º BIMTz, na Avenida Fernandes Lima, em Maceió.
Inconformados com a derrota de Jair Bolsonaro (PL) para Lula (PT) nas eleições de outubro do ano passado, os terroristas pediam intervenção militar como forma de tomada do poder e faziam claras ameaças à democracia ao questionar o resultado das urnas. Os atos ocorreram em todo o país, entre os meses de novembro aos primeiros dias de janeiro de 2023.
A apuração também vai mirar militares supostamente envolvidos nos atos terroristas do dia 8 de janeiro, em Brasília, quando terroristas depredaram as sedes dos Três Poderes. As investigações preliminares para apurar os fatos têm como fonte as redes sociais dos militares acusados.
Um dos investigados é o subtenente Luiz Gonzaga de Lima Filho, que divulgou nas redes pessoais “conteúdos pejorativos direcionados ao Presidente da República, bem como ao ministro do Supremo Tribunal Federal [Alexandre de Morais]”, segundo consta na Portaria nº. 77/2023, publicada no Boletim da Corporação em 10 de janeiro último.
A apuração da participação do major Genival José Cardoso da Silva nas manifestações golpistas realizadas na frente do quartel do 59º BIMTz, em Maceió, também tem como base os vídeos divulgados em suas redes sociais.
As postagens pejorativas contra o Presidente da República, veiculadas nas redes sociais do major Marcelo da Fonseca Carnaúba, também estão sendo apuradas conforme consta na portaria 71/2023 de 10 de janeiro deste ano.
Fontes militares consultadas pelo 082 Notícias asseguram que há mais militares envolvidos nos atos golpistas realizados em Maceió. A participação de Policiais Civis também é um fato, inclusive, com vídeos veiculados em redes sociais.
Deputado ameaçado
O deputado federal Paulo Fernandes dos Santos, o Paulão (PT), foi ameaçado pelos policiais José Élcio, Arnaldo Luiz e outros. A Policia Civil instaurou o inquérito policial de nº. 07024408820238020001. A peça foi concluída e enviada ao Poder Judiciário, cuja acusação é de ameaça (Art. 147).









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