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DPE/AL não vislumbra necessidade de atuar em defesa de terroristas

por | 16 jan, 2023

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Advogado e professor de Direito, Welton Roberto questiona ida de procuradores a Brasília | Reprodução

Texto modificado após nota da Defensoria Pública do Estado de Alagoas

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas se manifestou nesta segunda-feira, 16, acerca dos questionamentos que apontam inconstitucionalidades na ida de procuradores à Brasília, para defender alagoanos presos como terroristas, após participarem da destruição do patrimônio público na capital do país. Em nota, a DPE/AL afirma que está analisando a situação, e que até o momento não se vislumbrou a necessidade de atuação no caso.

A instituição confirma que recebeu pedido de atendimento para fazer a defesa dos presos pelos atos perpetrados contra a sede dos três Poderes da República.

“Como é de rotina, esse pedido de atuação está sendo analisado mediante critérios objetivos, a fim de saber se os presos são hipossuficientes e necessitados, se já possuem advogados constituídos, se atuação será em âmbito estadual ou federal, visando também verificar sua eventual competência” – diz a nota.

A Defensoria explica que a análise “da atuação ou não seguirá parâmetros de isenção e profissionalismo, sem seletividade e firme na premissa de que os direitos humanos estendem-se a todos”.

Veja a posição oficial da Defensoria Pública de Alagoas | Reprodução

ENTENDA O CASO

Um grupo de alagoanos está preso entre os invasores do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal, no dia 8 último.  Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, eles tentaram um golpe de Estado, para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na última quinta-feira, 11, o defensor-geral, Carlos Eduardo de Paula Monteiro,  recebeu o deputado estadual Cabo Bebeto (PL) e familiares dos alagoanos presos, que pediu a atuação da instituição em favor dos alagoanos detidos em Brasília, acusado de terrorismo.

Aos sair da visita, o parlamentar disse que o órgão concordou em atuar na prestação de assistência jurídica aos alagoanos detidos sob acusação de participar dos atentados contra as sedes dos três Poderes, o que foi negado pela instituição pública estadual. Entre os detidos estão empresários de Maceió e de Arapiraca.

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