O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta quinta-feira (10) o sigilo da decisão que fundamentou a operação da Polícia Federal sobre o filme “Dark Horse”, produção baseada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com a decisão, detalhes da investigação que apura o possível desvio de recursos públicos destinados ao projeto por meio de emendas parlamentares se tornaram públicos.
Entre os investigados estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina Ferreira da Gama, ligada à Go Up Entertainment e ao Instituto Conhecer Brasil (ICB).
Segundo os autos, recursos destinados ao projeto teriam passado por entidades do terceiro setor antes de chegar a empresas que, de acordo com a investigação, não teriam apresentado comprovação adequada dos serviços contratados.
A PF também investiga a atuação de pessoas ligadas ao núcleo administrativo de Mario Frias, entre elas Raphael Augusto Azevedo, ex-chefe de gabinete do parlamentar, e Kayo Henrique Azevedo, relacionado a projetos do Instituto Conhecer Brasil.
De acordo com a investigação, Mario Frias teria participado da destinação de emendas para o projeto. Já Karina Gama é apontada pelos investigadores como responsável pela articulação entre entidades e empresas envolvidas nas operações financeiras.
Os investigadores apuram ainda possíveis conexões com pessoas ligadas ao núcleo político da família Bolsonaro e com recursos relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A investigação apura suspeitas de crimes como peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, irregularidades em licitações e organização criminosa.
A retirada do sigilo determinada por Dino permite o acesso público aos fundamentos utilizados para autorizar medidas da operação. As suspeitas ainda são objeto de investigação e deverão ser analisadas pelas autoridades competentes.





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