O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira (9) as decisões que afastaram e depois reintegraram o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Com a medida, Andrei permanece no comando da PF, assim como o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.
A crise envolve os ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes e Flávio Dino e teve origem em decisões relacionadas às investigações sobre o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Fachin também assumiu a relatoria de procedimentos ligados ao chamado Inquérito das Fake News e suspendeu investigações contra integrantes do STF.
A decisão ainda interrompeu a apuração da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre uma possível interferência na produção de relatório da PF que apontou uma relação entre Moraes e Vorcaro.
Segundo Fachin, a suspensão busca evitar conflitos e sobreposições entre decisões de ministros e preservar a integridade do tribunal.
A crise se intensificou após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF que reunia mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes.
A PGR pediu a nulidade da apuração, alegando que Mendonça não poderia determinar investigação envolvendo outro ministro do STF sem provocação do Ministério Público ou da própria PF.
Moraes, por sua vez, pediu a abertura de investigação contra Mendonça, apontando possíveis irregularidades na condução dos casos.
Em 8 de setembro, Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada. A medida também suspendeu a produção e o compartilhamento de determinados relatórios de inteligência.
No dia seguinte, Dino havia determinado a reintegração dos dois dirigentes, decisão agora também suspensa por Fachin.
O presidente do STF marcou para a próxima terça-feira (15) uma sessão do plenário para discutir o relatório da PF que cita a relação entre Moraes e Vorcaro.
Os ministros deverão analisar a validade do documento, o pedido de nulidade apresentado pela PGR e a possibilidade de abertura ou arquivamento de investigação envolvendo Moraes.
A decisão de Fachin busca centralizar no comando do Supremo os procedimentos relacionados à crise e evitar novas decisões conflitantes entre integrantes da Corte.





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