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“Letras podres”: Rui Palmeira expõe aplicações no Banco Master e Daycoval em Maceió

por | 27 maio, 2026

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O vereador de Maceió Rui Palmeira utilizou suas redes sociais para comentar as investigações envolvendo aplicações de recursos de regimes previdenciários em fundos financeiros sob apuração em diferentes estados do país.

Em vídeo publicado nesta semana, o parlamentar afirmou que o Rio de Janeiro e Maceió “têm mais do que belas praias em comum”, destacando que ambos estariam envolvidos em um “escândalo nacional” relacionado à aplicação de recursos de aposentados e pensionistas.

Em Maceió, o Instituto de Previdência do Município (Iprev) realizou aplicações que somam R$ 168 milhões em letras financeiras — conhecidas no mercado como “letras podres” — envolvendo o Banco Master e o Daycoval durante a gestão de JHC. Do total, R$ 117 milhões foram aplicados no Banco Master e R$ 51 milhões no Daycoval. O caso passou a ser alvo de questionamentos e representações junto a órgãos de controle após o agravamento da situação das instituições e o avanço das investigações federais em outros estados.

Segundo Rui Palmeira, o Rio de Janeiro teria sido o estado que mais perdeu recursos em aplicações no Banco Master, enquanto Maceió apareceria como o município com maior volume de perdas no mesmo tipo de operação.

O vereador também citou a existência de novas aplicações envolvendo o banco Daycoval e o fundo conhecido como “Nest Eagle”. De acordo com ele, o estado do Rio teria investido cerca de R$ 70 milhões no fundo, enquanto Maceió teria aplicado aproximadamente R$ 51 milhões, levantando questionamentos sobre a similaridade das operações.

“Seria só uma infeliz coincidência?”, questionou o parlamentar no vídeo publicado em suas redes sociais.

Rui Palmeira ainda mencionou a operação recente da Polícia Federal que esteve na residência do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e levantou a possibilidade de novos desdobramentos. “Quem será o próximo a receber o ‘toc toc’ da PF?”, afirmou.

As declarações do vereador repercutiram nas redes sociais e se somam ao debate político em torno das investigações sobre investimentos de recursos previdenciários em fundos financeiros no país.

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