O pastor presbiteriano Luís Alberto de Mendonça Sabanay, dirigente nacional do PT por Santa Catarina, tem criticado o uso da religião como instrumento de influência política e de poder. Ele é primo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
Em artigo publicado no site do PT, Sabanay afirmou que a discussão deve se concentrar nos limites da autoridade pública, e não na religião dos integrantes do Supremo. O texto foi escrito após uma declaração do ministro Gilmar Mendes durante uma sessão do STF, na qual ele criticou a atuação de André Mendonça no caso Master.
Segundo Sabanay, a participação de igrejas e grupos religiosos no debate político é legítima, mas a fé não deve ser utilizada para impedir questionamentos ou dar proteção especial a determinadas posições.
O pastor também fez críticas ao uso da religião durante campanhas eleitorais. Para ele, convicções religiosas podem influenciar escolhas políticas, mas não devem ser utilizadas para pressionar pessoas a adotarem determinada posição.
“Púlpito não é palanque. Fé não é instrumento de poder. Deus não é propriedade de ninguém”, afirmou Sabanay no artigo.
Sobre o parentesco com André Mendonça, Sabanay afirmou que os dois seguem trajetórias e posições públicas diferentes. Ele também disse que não conversou com o primo sobre a crise no STF e que não pretende aconselhá-lo sobre sua atuação como ministro.
Sabanay afirmou ainda que suas críticas ao uso político da fé não são direcionadas exclusivamente a um grupo. Segundo ele, pessoas religiosas e não religiosas têm o mesmo direito de participar do debate público.







0 comentários