Na sessão de abertura do segundo semestre do Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 1º de agosto, o ministro Alexandre de Moraes fez um discurso veemente sobre as sanções impostas a ele pelos Estados Unidos e criticou as ameaças recentes contra instituições brasileiras feitas por Donald Trump e por brasileiros como Eduardo Bolsonaro.
No discurso, Moraes tratou das “ameaças aos presidentes das casas congressuais brasileiras, sem o menor respeito institucional, sem o menor pudor, sem a menor vergonha. Na explícita chantagem para tentar obter uma inconstitucional anistia ou, em relação ao presidente do Senado Federal, o senador Davi Alcolumbre, obter o início de procedimento de impeachment contra ministros desta Suprema Corte. Sem existência de qualquer indício de crime de responsabilidade, mas sim por discordarem da legítima atuação deste Supremo Tribunal Federal no exercício de sua competência jurisdicional, concedida diretamente pela Constituição Federal, em uma tentativa patética de tentar afastar seus ministros do cumprimento de sua missão institucional e favorecer réus em ações penais”.
A taxação de 50% imposta por Trump sobre os produtos brasileiros exportados para os EUA, assim como os ataques à soberania brasileira visam estabelecer a tutela dos EUA sobre o STF, com o objetivo de livrar o ex-presidente Jair Bolsonaro – um criminoso confesso – das consequências judiciais que poderão levá-lo à prisão por vários crimes, inclusive, tentativa de abolir o Estado de Direito.
O apoio de deputados e senadores brasileiros que seguem conspirando com o objetivo de tentar um golpe de Estado, agora com respaldo da presidência dos EUA, não cessa.
Diante dessas ameaças internas e externas, o STF reafirma sua determinação e independência na missão de proteger a Constituição, a soberania nacional e a democracia brasileira.
A atuação do STF tem provocado temor na extrema-direita, tanto em relação aos processos contra os golpistas do dia 8 de janeiro de 2023 quanto aos parlamentares investigados no caso das emendas secretas do Orçamento da União, que pode atingir números recordes, envolvendo entre 80 e 100 deputados e senadores.
A mobilização da população em defesa do Brasil é o principal objetivo para unir a Nação contra os EUA e seus aliados internos – Bolsonaro, governadores extremistas, e os deputados e senadores apoiadores de Trump e bolsonaristas.





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