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“Suprema humilhação”, diz Bolsonaro após colocar tornozeleira eletrônica

por | 18 jul, 2025

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© Foto Antônio Cruz / Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro classificou como “suprema humilhação” as medidas cautelares impostas contra ele pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita nesta quinta-feira (18), logo após ele deixar a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, onde teve instalada uma tornozeleira eletrônica por ordem do ministro Alexandre de Moraes.

“Isso é uma suprema humilhação, no meu entender”, disse Bolsonaro a jornalistas, ao descer do carro para comentar a decisão judicial. Ele também rebateu as acusações de que pretendia deixar o país ou se refugiar em embaixadas, alegando que nunca cogitou essa hipótese. “Sair do país é a coisa mais fácil que tem. Mas nunca pensei nisso”, afirmou.

Entre as justificativas para as medidas, Moraes citou o risco de fuga do ex-presidente, que teve o passaporte retido em fevereiro de 2024, no âmbito da ação penal que apura uma tentativa de golpe de Estado atribuída a Bolsonaro e aliados.

Bolsonaro voltou a criticar o inquérito: “A suspeita de fuga é um exagero. Esse é um inquérito político, nada de concreto existe ali. Espero que o julgamento seja técnico e não político.”

Questionado sobre a apreensão de US$ 14 mil e R$ 8 mil em espécie em sua residência, no Jardim Botânico, em Brasília, Bolsonaro respondeu que sempre guardou dólares em casa e que pode comprovar a origem dos valores. Sobre um pen drive encontrado em um banheiro da residência, limitou-se a dizer: “Não tenho conhecimento.”

As medidas cautelares também incluem o recolhimento domiciliar das 19h às 6h nos dias úteis e tempo integral aos fins de semana, proibição de uso de redes sociais e de contato com embaixadores, autoridades estrangeiras ou o próprio filho, o deputado Eduardo Bolsonaro. Além disso, o ex-presidente está proibido de deixar a comarca do Distrito Federal.

A decisão de Moraes integra o novo inquérito que investiga Jair e Eduardo Bolsonaro por tentativa de obstrução da Justiça e atentado à soberania nacional, além da já existente ação penal 2.668, que trata da tentativa de golpe após as eleições de 2022.

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