Depois de privatizar os serviços de água e esgoto em Maceió e Região Metropolitana, em leilão vencido pela BRK Ambiental, o governo alagoano e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram a concessão dos serviços em mais 61 municípios. O novo leilão está previsto para 13 de dezembro próximo.
Segundo o edital publicado hoje (17), serão duas unidades regionais: bloco B (Agreste e Sertão) e bloco C (Litoral e Zona da Mata), que contam com cerca de 1,3 milhão de habitantes, o equivalente a (39% da população o total do estado).
A Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) continuará operando, responsável pela captação e tratamento da água a ser distribuída pela futura concessionária. Os concessionários privados serão responsáveis pela operação da distribuição da água tratada até o usuário final e por todo o sistema de esgotamento sanitário. Eles também terão de realizar obras de melhorias em todos os sistemas, inclusive no que permanecerá operado pela Casal.
A população não tem sentido melhorias com a privatização dos serviços essenciais. Juntamente com a Equatorial, a Casal e a BRK lideram o ranking do Procon Alagoas com relação ao volume de reclamações por empresa, segundo o Relatório Geral de Atendimentos. O levantamento foi feito pela Agência Tatu.
Este ano, a Casal ocupa o primeiro lugar da lista, com um total de 227 reclamações registradas nos oito primeiros meses de 2021. A BRK Ambiental, que está atuando há dois meses na Região Metropolitana de Maceió, registrou 132 reclamações.
Universalização
De acordo com o edital, as concessionárias vencedoras do novo leilão terão que universalizar o abastecimento de água em cinco anos e levar a rede de esgoto para 90% da população até o 11º ano de contrato, que está previsto para durar 35 anos.






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