sábado, 27 junho 2026
Nublado
Maceió
25°C
Nublado
Nublado
Maceió
25°C
Nublado

146 alagoanos lutaram para derrotar o nazifascismo na Segunda Guerra Mundial

por | 14 maio, 2023

ESPALHE A NOTÍCIA
Link copiado para o Instagram!

FEB em monte Castelo | Arquivo

Na última segunda-feira, 8 de maio, foi comemorada a rendição incondicional da Alemanha nazista e o consequente fim da Segunda Guerra Mundial, no ano de 1945. A Rússia, antiga União Soviética, o faz em outra data, o 9 de maio, por motivos diferentes dos países aliados, liderados pelos EUA.

Para os americanos e europeus, a capitulação incondicional da Alemanha nazista foi assinada em 7 de maio de 1945, às 2h41, pelo então chefe do Estado-Maior da Wehrmacht, coronel-general Alfred Jodl. O ato ocorreu no quartel-general do Gal. Dwight D. Eisenhower, em Reims, na França.

A diferença na data comemorativa não foi um simples detalhe ou capricho do dirigente soviético Joseph Stálin, mas, tem como base a decisiva participação do exército vermelho na Segunda Guerra Mundial. Ao discordar da manobra americana – a assinatura da rendição na noite de 8 para 9 de maio de 1945 –, os comandantes supremos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica da Wehrmacht assinaram o atestado de capitulação no quartel-general soviético em Karlshorst, em Berlim (hoje o Museu Berlim-Karlshorst). A última assinatura foi firmada em 9 de maio, às 0h16.

General nazista Alfred Jodl assina a rendição da Alemanha | Reprodução

Desta maneira, os soviéticos, que tiveram 20 milhões de mortos na guerra, entram para a História como atores decisivos e não como coadjuvantes dos EUA e dos países aliados.

Todos os anos, a Rússia celebra, no dia 9 de maio, a vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista com uma grande parada militar na Praça Vermelha, em Moscou.

O Brasil foi o único país da América Latina a enviar tropas: foram 25.445 soldados para a luta na Itália, tendo cerca de 3 mil feridos e mais de 478 mortos em combate. Eles foram enterrados em Pistóia, na Itália. Somados aos mortos em naufrágios em navios de guerra e mercante na costa brasileira, o número chega a mil baixas.

As cinzas dos “pracinhas” foram transladadas para o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro (RJ), em 5 de outubro de 1960.

Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial | Fonte: Wikipédia

Esse fato histórico tem sido, com o tempo, esquecido e é lembrado apenas em cerimônias militares.

A participação brasileira na Segunda Guerra Mundial durou sete meses e teve como objetivo a libertação da Itália do fascismo. A Força Expedicionária Brasileira (FEB) se constituiu num agrupamento com o objetivo claro, qual seja o de lutar contra o Nazismo e o Fascismo que ameaçavam dominar a Europa.

Stálin comandou a primeira parada

A origem histórica das atuais celebrações anuais na Praça Vermelha é a Parada da Vitória, que ocorreu em 24 de junho de 1945, no mesmo local de Moscou.

Aquela foi a maior parada militar da história da União Soviética: 40 mil soldados, 1.850 tanques e outros veículos de guerra e uma orquestra com mais de 1.300 músicos militares para celebrar a vitória sobre a Alemanha de Adolf Hitler.

Rússia celebrou vitória no dia 9 de maio | Dmitri Lovetsky/AP Photo

Alagoanos nos campos de batalha

O sargento Benevides Valente Monte, nascido em Cacimbinhas (AL), foi um dos 146 expedicionários a combaterem o nazifascismo, lutando na Segunda Guerra Mundial, na Itália. Desse contingente, seis morreram, entre eles, o sargento Benevides.

Claudevan Melo visita sobrinhas do sargento Benevides | Acervo Claudevan Melo

“O Exército brasileiro atacava pela terceira vez as posições do inimigo, os alemães, durante a batalha de Monte Castelo, na Itália. A companhia de combate avançava, era necessário expulsar os alemães daquela posição estratégica. Na escarpada subida, o sargento Benevides foi atingido em cheio pelas metralhadoras do inimigo e tomba morto. Benevides foi agraciado pós-morte com as medalhas Sangue do Brasil, Cruz de Combate e a medalha de Campanha”, revela a pesquisador alagoano Claudevan Melo.

Pesquisador Claudevan Melo visita rua que leva nome de militar alagoano | Acervo Claudevan Melo

O sargento Benevides Montes foi homenageado com nomes de ruas em Maceió, Cacimbinhas, Major Isidoro, Arapiraca e no Rio de Janeiro, no bairro da Pavuna.

Diploma concedido ao sargento alagoano morto em combate | Acervo Claudevan Melo

Em Maceió, no cemitério Nossa Senhora da Piedade, no bairro do Prado, estão enterrados os sobreviventes cujas famílias desejaram sepultar numa área destinada aos heróis brasileiros que lutaram contra o nazifascismo.

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *