Pela primeira vez desde o início da atual crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF), as manifestações negativas sobre o ministro André Mendonça superaram as mensagens de apoio nas redes sociais.
Segundo levantamento da empresa Ativaweb DataLab, citado pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, 52,8% das mais de 3,6 milhões de interações registradas na última terça-feira (8) apresentaram críticas à atuação do ministro.
As manifestações favoráveis representaram 33,5% das interações analisadas.
A mudança ocorreu em meio aos desdobramentos da crise envolvendo o STF, a Polícia Federal e o caso Banco Master. Entre as decisões que ampliaram a repercussão está o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, determinado por Mendonça.
Apesar do aumento das críticas ao ministro, Alexandre de Moraes continua concentrando o maior índice de rejeição nas redes sociais. De acordo com o levantamento, 88,4% das publicações relacionadas ao magistrado tinham teor negativo.
O debate sobre a crise do STF já ultrapassou 66 milhões de citações nas plataformas digitais, considerando termos relacionados ao Banco Master, à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Polícia Federal e ao Palácio do Planalto.
A análise aponta ainda uma mudança no foco das discussões. Inicialmente, as conversas estavam concentradas nas denúncias envolvendo repasses financeiros e contatos privados.
Com os novos acontecimentos, passaram a ganhar espaço temas como autonomia do plenário, competência do STF, atuação da PGR, Advocacia-Geral da União e Presidência da República.
Os dados indicam que o desgaste deixou de estar concentrado em apenas um ministro e passou a envolver diferentes instituições e autoridades.
O cenário amplia o debate sobre os limites de atuação dos Poderes e o equilíbrio institucional em meio à crise em Brasília.





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