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Indiferente ao poder de Arthur Lira, Rui acredita em chance de ser governador e diz que Alagoas não tem dono

por | 21 abr, 2022

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Confiante que tem chances de vencer, Rui Palmeira muda estilo para disputar governo | Divulgação

Deixando claro que sua candidatura é pra valer, o ex-prefeito Rui Palmeira (PSD) definiu que sua prioridade será o social. “Precisamos de mais cuidado com a área social, os recursos do Fecoep [Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza] precisam chegar para as pessoas que mais precisam. Não podemos admitir desvio de finalidade em relação a esse importante instrumento” – afirma Rui, pré-candidato ao governo de Alagoas.

Desde que anunciou a disposição de chegar ao Palácio Floriano Peixoto, com um candidato a vice saído de Arapiraca, o ex-prefeito vem percorrendo o estado, revisitando correligionários, buscando fazer aliados. Confiante de que está bem nas pesquisas e tem chances reais de ser eleito governador, Rui Palmeira não se nega a receber apoio.

Em fevereiro último, conforme noticias da imprensa local, o advogado Tácio Melo, fiel escudeiro de Rui, teria ido a Brasília conversar com o deputado federal Arthur Lira (PP) sobre a disputa pelo governo alagoano. Os resultados do encontro parecem não ter agradado ao ex-prefeito. A considerar sua avaliação sobre o presidente da Câmara dos Deputados, as chances de uma aliança com o grupo de Lira parecem mínimas.

“Arthur é extremamente poderoso, ele pode muito. Mas não pode tudo” – afirma Palmeira, revelando sua avaliação do papel que o deputado federal exerce hoje na política de Alagoas e do Brasil.

Para Rui, o coronelismo não tem mais espaço em Alagoas, ou seja, não há mais currais eleitorais e nem donos de voto.

Deputado Arthur Lira é alvo da crítica do ex-prefeito | Divulgação

“Não há mais espaço para violência, truculência e coação em nosso estado” – aposta Rui Soares Palmeira.

Política de alianças

Certo de que entrou pra valer na disputa pelo cargo de governador, o ex-prefeito segue em busca de alianças, seja com quem for. Mesmo com figuras já desgastada, como o senador Fernando Collor (PTC).

Aliás, a relação entre os dois é antiga, vem desde os idos de 2012, quando foi candidato a prefeito pela primeira vez. E se manteve na eleição de 2018, quando chegou ao segundo mandato. Naquele processo, a aliança de Rui e Collor foi defenestrada pelo presidente do PSDB, ex-governador Teotônio Vilela Filho.

“Desde o primeiro instante, manifestei minha posição contrária a aliança do PSDB com o PTC de Collor. Meus correligionários sabem que não voto em Collor em nenhuma hipótese”, afirmou, na época, o ex-governador.

Quatro anos depois, Rui é novamente candidato, agora ao governo, e não titubeia, ao ser indagado sobre uma aliança com Fernando Collor.

“Ainda não conversei com o senador Collor, mas não tenho dificuldade em dialogar” – responde o ex-prefeito.

Assim, ele segue articulando alianças, se manifestando sobre o cenário político estadual, no qual vem ganhando espaço para dizer o que pensa e o que propõe.

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