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“Todo esse pessoal que está lá xingando a Marina está xingando por dinheiro”

por | 31 maio, 2025

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© Lula Marques/Agência Brasil

A aprovação no Senado de um projeto que desmonta a política ambiental brasileira e enfraquece o poder dos órgãos de controle do governo federal marcou mais um capítulo preocupante para a preservação da Amazônia e do meio ambiente no país. A medida, já criticada por especialistas, ganhou ainda mais repercussão após uma audiência tumultuada no Senado, em que a ministra Marina Silva foi alvo de ataques agressivos por parte de senadores.

Entre os protagonistas do ataque contra Marina Silva — que há décadas é símbolo da luta pela proteção da Amazônia e dos povos indígenas — estão os senadores Marcos Rogério (PL-RO), Plínio Valério (PSDB-AM) e Omar Aziz (PSB-AM).

O sociólogo e comentarista Celso Rocha de Barros expõe a gravidade do episódio e a motivação por trás dessas ações. “O senador Plínio Valério (PSDB-AM) foi um dos caras que foi lá xingar a Marina. Segundo matéria da Agência Pública de 28 de novembro de 2023, ele já apresentou pedido de pesquisa para exploração de ouro em áreas preservadas da Amazônia, uma região marcada pela presença de povos indígenas”, afirma.

Celso segue com comentário contundente: “Todo esse pessoal que está lá xingando a Marina está xingando por dinheiro. Eles representam os piores interesses possíveis e uma elite altamente predatória que a Amazônia teve por anos. Essa elite finalmente teve a chance de, de alguma maneira, se vingar do trabalho que a Marina fez ao longo da vida, representando os interesses do povo da Amazônia, que não tem interesse nenhum em perder seu patrimônio natural.”

Celso Rocha de Barros | Divulgação

Para Celso Rocha de Barros, os ataques não passam de uma expressão de ressentimento histórico: “Foi uma sessão de terapia para um fã de velho inútil que representa a elite da Amazônia. Eu poderia xingar a mulher negra que veio de baixo e se tornou uma liderança internacional, o que evidentemente causa neles um ressentimento imenso há décadas.”

Além da crise ambiental, o Senado também viveu outra turbulência com o anúncio de aumento da alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A decisão inicial gerou ruídos entre ministérios, reação do mercado e desgaste político, culminando em um recuo rápido do governo.

Cenário é preocupante

A conjuntura evidencia um cenário delicado, em que interesses econômicos de curto prazo ameaçam a integridade ambiental e social do país, enquanto lideranças comprometidas com a defesa da natureza enfrentam ataques públicos e tentativas de deslegitimação.

Esta é uma hora decisiva para o Brasil e a Amazônia. A sociedade civil, movimentos ambientais e defensores dos direitos indígenas intensificam o alerta: o retrocesso ambiental aprovado no Senado e as agressões sofridas por Marina Silva são um alerta vermelho para o futuro do meio ambiente e da democracia no país.

Trecho da fala de Celso Rocha de Barros publicada na página oficial da revista Piauí no Instagram:

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