A Central Única dos Trabalhadores (CUT) Alagoas divulgou uma nota pública nesta segunda-feira (16) repudiando duramente as declarações do secretário municipal de Saúde de Maceió, que determinou a proibição da emissão de declarações de comparecimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O motivo alegado por ele seria o combate a supostas “malandragens” de trabalhadores que, segundo sua visão, estariam usando os documentos para faltar ao serviço.
A CUT classificou a fala como “preconceituosa e desrespeitosa com a classe trabalhadora”, ressaltando que a maioria dos usuários das UPAs busca atendimento em situações legítimas de necessidade, enfrentando, muitas vezes, longas filas e a lentidão do sistema por conta da precarização da saúde pública.
“O documento é fundamental para garantir que o trabalhador não seja punido injustamente por buscar atendimento de saúde. Impedir sua emissão é negar um direito básico e pode levar a demissões abusivas ou sanções indevidas no ambiente de trabalho”, alerta a entidade.
A central sindical acusa o secretário de criminalizar o trabalhador comum ao invés de enfrentar o verdadeiro problema: o colapso no atendimento das unidades de saúde. “A falta de vagas e a superlotação são consequências do subfinanciamento crônico da saúde pública, não ‘malandragem’ do povo”, reforça a nota.
CUT exige retratação imediata
A entidade sindical cobra três medidas urgentes do gestor municipal:
• Retratação pública pelas declarações consideradas ofensivas;
• Revogação imediata da proibição da emissão das declarações de comparecimento;
• Apresentação de um plano de melhorias estruturais para as UPAs, com ampliação da equipe médica, insumos e infraestrutura.
Além do apelo institucional, a CUT adverte que pode recorrer à Justiça e convocar mobilizações sociais para defender os direitos da classe trabalhadora e o respeito ao Sistema Único de Saúde (SUS).
“Não aceitaremos retrocessos. A CUT permanece na linha de frente na defesa de um SUS público, universal e de qualidade, e na luta pelo respeito à dignidade do povo trabalhador”, finaliza a nota.






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