terça-feira, 14 julho 2026
Nuvens dispersas
Maceió
27°C
Nuvens dispersas
Nuvens dispersas
Maceió
27°C
Nuvens dispersas

Moradores do Flexal de Baixo denunciam mau cheiro e abandono após ação da Braskem

por | 17 jun, 2025

ESPALHE A NOTÍCIA
Link copiado para o Instagram!

Reprodução

Os moradores do Flexal de Baixo, em Maceió, enfrentam mais um capítulo de abandono e negligência após os impactos causados pela mineração da Braskem. Além do isolamento socioeconômico imposto pela tragédia sociosmbiental, a população agora convive diariamente com o mau cheiro intenso vindo de banheiros químicos instalados pela própria empresa na região.

Segundo relatos de moradores, os banheiros foram colocados para uso dos trabalhadores que atuam em intervenções urbanas na localidade, mas acabaram se tornando mais um problema. “O fedor é insuportável. Ninguém consegue almoçar em paz, as crianças ficam expostas e ninguém aguenta mais viver assim”, desabafou um morador em vídeo divulgado nesta semana.

O mau cheiro se espalha pelas ruas estreitas da comunidade, onde muitas casas estão a poucos metros das instalações. Além do desconforto, há preocupações com a saúde pública, já que os equipamentos não estariam sendo limpos com a frequência necessária.

A comunidade do Flexal de Baixo já havia sido duramente atingida pelos efeitos indiretos da mineração — ruas interditadas, desvalorização de imóveis, colapso de serviços básicos e isolamento social. Agora, mesmo sem ter sido removida oficialmente, a região sofre com medidas paliativas que, em vez de aliviar, agravam ainda mais a situação dos moradores.

Para muitos, o odor constante é um lembrete diário do descaso com que têm sido tratados. “É como se fôssemos invisíveis. Já tiraram tudo da gente, agora tiram até o direito de respirar”, comentou outro morador.

As denúncias vêm sendo levadas às autoridades, que já acompanham os desdobramentos da tragédia causada pela Braskem em Maceió. A empresa ainda não se pronunciou oficialmente sobre as reclamações em relação aos banheiros químicos.

Enquanto isso, o Flexal de Baixo permanece à margem: cercado por crateras, esquecido pelos planos de indenização e agora imerso em um ar irrespirável — símbolo do desrespeito a uma população que resiste, mesmo sem apoio.

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *