Uma sondagem conduzida entre 5 e 9 de junho de 2025, realizada pelo O Globo em parceria com o instituto Ipsos-Ipec, aponta que 32,4% dos brasileiros não demonstram interesse pela seleção brasileira de futebol. O levantamento ouviu 2.000 pessoas em 132 municípios de diferentes regiões do país, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
A avaliação do grau de fanatismo foi feita em uma escala de 0 a 10: apenas 15,9% dos entrevistados atribuíram notas 9 ou 10 — o que indica alta intensidade de envolvimento —, enquanto 48,5% deram notas entre 0 e 4, com a pontuação zero sendo a mais frequente entre os participantes.
O levantamento também revela um perfil mais apaixonado pela seleção: predominam os homens, os jovens, aqueles com menor escolaridade, moradores de cidades pequenas do interior — especialmente no Nordeste, Norte e Centro-Oeste — e pessoas com renda de até um salário-mínimo. No recorte de gênero, o fanatismo é mais comum entre os homens (17,7%) do que entre as mulheres (14,1%).
Em contraste, a paixão pelos clubes de futebol permanece mais forte nas diferentes faixas da população: 33,3% dos entrevistados atribuíram notas 9 ou 10 ao seu grau de fanatismo pelos clubes, número que supera o percentual equivalente dedicado à seleção.
O resultado da pesquisa traz à tona um sentimento de distanciamento entre parte significativa da população e a seleção brasileira de futebol — uma ligação que, por vezes, era considerada culturalmente forte no país. Ao mesmo tempo, destaca o lugar central que os clubes ainda ocupam na identificação afetiva dos torcedores.






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