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Ana Maria Gonçalves assume cadeira na Academia Brasileira de Letras

por | 8 nov, 2025

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© Rovena Rosa/Agência Brasil

Na noite de ontem (7), Ana Maria Gonçalves iniciou seu discurso de posse na cadeira número 33 da Academia Brasileira de Letras, com saudação marcada por emoção e homenagem à ancestralidade.

Autora do romance histórico Um defeito de cor, ela torna-se a 13.ª mulher a ocupar uma cadeira na instituição e a primeira mulher negra eleita para o corpo de “imortais”.

Em seu discurso, Ana Maria relembrou os antigos ocupantes da cadeira 33 — entre eles o fundador Domício da Gama e o linguista Evanildo Bechara — ressaltando o legado intelectual que agora herda.

Ela também fez referência à longa exclusão das mulheres da Academia, mencionando candidaturas vetadas como a de Amélia Beviláqua em 1930, e listou nomes pioneiros femininos como Rachel de Queiroz, Lygia Fagundes Telles e Nélida Piñon.

Sobre a presença negra na instituição, afirmou que por muito tempo a negritude de figuras como Machado (de Assis) foi negada, e se comprometeu a abrir a Casa à diversidade e às vozes literárias historicamente silenciadas.

A cerimônia de posse contou com apresentação de dignitários literários: a acadêmica Lília Schwarcz foi quem apresentou Ana Maria; a escritora Ana Maria Machado entregou o colar acadêmico; e o músico Gilberto Gil ficou responsável pelo diploma.

A escritor­a mencionou seu vínculo com a oralidade e a “escrevivência”, afirmando que assume “como missão promover a diversidade nesta Casa… abrir suas portas ao público — verdadeiro dono da língua”.

A acadêmica Miriam Leitão ressaltou o simbolismo: sendo a 12.ª mulher a ocupar a ABL, ela afirmou que a entrada de Ana Maria “tem uma camada de representatividade fundamental”.

A atriz Regina Casé, presente à cerimônia, falou sobre o impacto do momento: “Foi especialmente emocionante… uma mulher preta… o quanto demoramos para ocupar esses espaços.”

O escritor e ator Lázaro Ramos comentou que *Um defeito de cor* é “o livro da sua vida”, descrevendo a escrita de Ana Maria como “muito especial” e referindo-se à sua posse como “justiça literária”.

Encerrando, a nova imortal enfatizou que “saber-se negra é viver a experiência de ter sido massacrada em sua identidade, mas também a experiência de comprometer-se a resgatar sua história e recriar-se em suas potencialidades”.

*Com Agência Brasil

Se quiser, posso produzir um resumo mais breve ou um artigo com foco em um dos aspectos (diversidade, história da ABL, trajetória de Ana Maria).

 

[1]: https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2025-11/ana-maria-goncalves-assume-cadeira-na-academia-brasileira-de-letras “Ana Maria Gonçalves assume cadeira na Academia Brasileira de Letras | Agência Brasil”

 

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