O vereador Kelmann Vieira (MDB), líder do prefeito João Henrique Caldas (JHC) na Câmara Municipal de Maceió, afirmou da tribuna que está articulando uma reunião entre os sindicatos das diversas categorias de servidores municipais e o diretor-presidente do Instituto de Previdência (Iprev). Segundo ele, o objetivo é “explicar todos os futuros passos e permitir o conhecimento das contas do Instituto”.
Kelmann destacou que o encontro deve ser exclusivamente técnico, sem participação de políticos. “Esse momento deve ser apenas entre os técnicos do instituto e os representantes dos sindicatos, sem políticos, para evitar politicagem e lacração”, declarou o líder governista.
Em tom enfático, o vereador disse ainda que “temos que resolver essa situação com seriedade e responsabilidade”. E completou: “Ainda bem que a Polícia Federal vem aí para investigar e provar quem está falando a verdade e quem está lacrando”. Em discurso eufórico, afirmou que, “na gestão de JHC, nada de errado foi feito no Iprev”, e encerrou clamando: “Vem logo, Polícia Federal”.
O entusiasmo do parlamentar, no entanto, não diminuiu a preocupação dos sindicalistas nem dos mais de 30 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas do município. A presidente do Sindicato dos Assistentes Sociais do Estado de Alagoas (Saseal), Alessandra Costa (Alê Costa), afirmou que dez sindicatos da saúde, além do Sinteal, reuniram-se com seus jurídicos para elaborar um documento protocolado no Ministério Público Estadual, no Ministério Público de Contas, no Tribunal de Contas do Estado e no próprio Maceió Previdência.
“E a gente se depara com uma operação irresponsável como essa. Nós temos segunda-feira uma reunião, movimento sindical e os nossos jurídicos, e dia 27 nós teremos uma assembleia geral unificada com um conjunto de servidores do município de Maceió, que é o que nós estamos chamando, para que nós possamos tirar uma série de encaminhamentos, dentre eles, judicializar essa questão”, disse Alê Costa.
A líder sindical afirmou que a situação é inédita e exige reação imediata: “A gente não pode titubear com isso, isso é um problema grave, nunca na história do município de Maceió aconteceu isso, e a gente precisa tomar providências. Então o movimento sindical está vigilante e vai agir”.
Ela também cobrou uma posição do prefeito JHC, que até agora não se manifestou: “Cobramos também uma resposta do senhor prefeito, JHC, que está calado, não se pronunciou, não falou nada, absolutamente nada, e a gente quer saber do prefeito qual é a sua posição. Afinal de contas, ele também é responsável pela operação”, finalizou Alê Costa.






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