Por Claudevan Melo*
Em 29 de junho de 1895, falecia o Marechal Floriano Peixoto, chamado de Consolidador da República e Marechal de Ferro por haver suplantado várias revoltas internas.
É notório vermos gravuras do Marechal Deodoro na Guerra do Paraguai, de espada em riste. Mas ocorre que o Marechal Floriano Peixoto (1839-1895) também participou efetivamente da mesma guerra, como nos mostra esta gravura de Jerônimo Ribeiro.
Quando Floriano partiu para os campos de batalha no Paraguai, tinha 25 anos e dois galões no ombro de 1º tenente. Essas experiências iriam formar o Consolidador da República Brasileira.
Naquele período, Floriano tinha uma cabeleira à Castro Alves, o bigode mongólico e o sorriso à Gioconda. Sua musculatura ficara famosa na Escola Militar e fazia parte do cenário do teatro escolar. Na guerra, destacou-se bravamente, a tal ponto que o Imperador o elogiou por várias vezes, assim como o gen. uruguaio Venâncio Flores e o argentino Bartolomeu Mitre, ambos da Tríplice Aliança com o Brasil.
Em nota, a imprensa assim se referiu ao gen. Bartolomeu: “Pelo valor e disciplina, com seus certeiros tiros, sua Companhia protegeu o Esterco Bellaco” (região pantanosa). Em cinco anos de combates, Floriano demonstrou ser um intrépido militar. Já famoso, foi galgando postos à medida que conquistava espaço durante o conflito. De 1º tenente a capitão e de major a comandante de regimento, formou-se o homem que iria consolidar a República Brasileira.
Combates dos quais Floriano tomou parte: Esterco Rosa, Tucuyé (20-8-1867), Villa do Pillar (14-11-1867), Timbó Chico (1-5-1868), Angustura (1-10-1868), Itororó e Avahy (Havaí), onde o gen. Osório sofreu graves ferimentos na mandíbula; Lomas Valentinas (21-12-1868), Peribebuy (12-8-1869) e Cerro Corá, onde se deu a morte de Solano Lopez.
*Escritor, pesquisador e colecionador.







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