
Foto: Agência Alagoas
A chapa majoritária do bloco governista em Alagoas está praticamente definida. O governador Paulo Dantas (MDB) declarou, nessa sexta-feira (13), durante a inauguração da sede do Partido dos Trabalhadores (PT), em Maceió, que não será candidato em 2026 e que cumprirá o mandato até o fim.
Em discurso para centenas de militantes petistas e de partidos aliados, o governador apresentou os nomes que compõem a chapa apoiada pelo grupo governista. Para a Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva; para o governo de Alagoas, o ministro dos Transportes, Renan Filho; e, para o Senado, o senador Renan Calheiros.
A aliança terá o comando do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e será formada pelos partidos da base governista: Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Verde (PV), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Social Democrático (PSD).
O segundo nome para o Senado ainda é discutido nos bastidores do Palácio República dos Palmares. Entre os cotados está o vice-governador Ronaldo Lessa (PDT), que poderá completar a chapa majoritária.
O vice-governador Ronaldo Lessa vem articulando sua candidatura e é bem visto no Palácio do Planalto. Ele também já recebeu o apoio do presidente nacional do Partido Democrático Trabalhista, Carlos Lupi. Entre lideranças governistas no estado, o nome de Lessa é tratado como o mais provável para compor a disputa ao Senado.
Os três nomes governistas — Renan Calheiros, Renan Filho e Ronaldo Lessa — que se apresentam como candidatos majoritários têm histórica identidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O grupo avalia que o peso eleitoral do presidente é decisivo em uma disputa em Alagoas e nos demais estados do Nordeste.
Oposição ainda busca definição
Enquanto o grupo governista demonstra sinais de unidade, a oposição enfrenta dificuldades para fechar sua chapa majoritária. O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, tem evitado lançar um candidato considerado competitivo, como o deputado Alfredo Gaspar, e também não demonstra disposição em apoiar o prefeito de Maceió, JHC, para a disputa ao Senado.
A preferência é que o prefeito dispute o governo estadual. Nesse caso, seria menos um concorrente de peso a uma das vagas no Senado. Mas, se JHC resistir em ser candidato ao governo, Lira tem um plano B: rifar o prefeito do PL em comum acordo com Flávio Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto, controlador da sigla.
Nesse cenário, Alfredo seria deslocado para disputar o governo estadual, enquanto a disputa ao Senado ficaria entre Arthur Lira e um nome que não ameace sua eleição. Caso o plano B seja aplicado, Lira passaria a controlar o PL em Alagoas e, consequentemente, a administração do milionário Fundo Eleitoral.
O União Brasil, por integrar federação com o Progressistas, também ficaria sob a ingerência de Lira.
Lira enfrenta altos índices de rejeição nas pesquisas e trabalha para retirar tanto JHC quanto Alfredo Gaspar da corrida ao Senado, na tentativa de reorganizar o campo oposicionista para as eleições de 2026.







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