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Rendimento médio do trabalhador em Alagoas cresce 42% em três anos, aponta IBGE

por | 8 maio, 2026

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O rendimento médio mensal do trabalhador em Alagoas cresceu 42% entre 2022 e 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, a renda média mensal da população alagoana passou de R$ 1.783 para R$ 2.531 no período. O cálculo considera os rendimentos obtidos em todos os trabalhos, sem incluir benefícios sociais como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Somente entre 2024 e 2025, o rendimento médio avançou 5,8%, mantendo a trajetória de recuperação observada após a pandemia de Covid-19. O valor registrado em Alagoas ficou acima da média regional do Nordeste, que foi de R$ 2.475.

Na comparação com outros estados nordestinos, Alagoas apresentou rendimento superior ao da Bahia, com média de R$ 2.284, do Maranhão, com R$ 2.228, e do Ceará, com R$ 2.394. O maior rendimento da região foi registrado no Rio Grande do Norte, com R$ 3.003.

Considerando a série histórica iniciada em 2012, a renda média mensal do trabalhador alagoano aumentou 172,1%, passando de R$ 930 para R$ 2.531.

O Governo de Alagoas atribui o avanço aos investimentos realizados em setores estratégicos da economia e ao crescimento do mercado de trabalho formal.

“Em 2025, o elevado nível de investimentos colocou Alagoas nas primeiras posições entre todos os estados do Brasil, aplicando cerca de R$ 2,5 bilhões em obras estruturantes para o desenvolvimento estadual. É trabalho que gera mais trabalho, que gera mais negócios, que gera mais empregos”, afirmou o governador Paulo Dantas.

Segundo o governador, o estado atraiu 20 novas empresas no último ano, com investimentos superiores a R$ 859 milhões. Ele também destacou a criação de empregos formais e a redução da taxa de desemprego.

Dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que Alagoas gerou 16.818 vagas com carteira assinada em 2025.

O setor de serviços liderou a geração de empregos formais, com 11.296 vagas abertas, seguido pelo comércio, com 3.056 postos, e pela construção civil, com 2.479 vagas.

A Pnad Contínua também analisou o rendimento médio mensal considerando todas as fontes de renda, incluindo benefícios sociais. Nesse cenário, a renda média da população alagoana chegou a R$ 2.281 em 2025, alta de 5,7% em relação ao ano anterior.

Na comparação com 2019, antes da pandemia, o crescimento foi de 70,9%. Já em relação a 2012, o avanço alcançou 163,1%.

Segundo o IBGE, a diferença entre a renda de todos os trabalhos e a renda de todas as fontes ocorre porque os benefícios sociais possuem, em média, valor inferior aos salários pagos no estado.

O levantamento mostra ainda que 41,7% dos domicílios alagoanos tinham, em 2025, ao menos um beneficiário de programas sociais do governo, como Bolsa Família e BPC. O percentual coloca Alagoas na quarta posição nacional nesse indicador, atrás apenas de Pará, Maranhão e Piauí.

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