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Exército promove primeira mulher a general em quase 400 anos de história

por | 3 abr, 2026

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Foto: divulgação/Exército Brasileiro

O Exército Brasileiro promoveu, pela primeira vez em seus 377 anos, uma mulher ao posto de general. A pediatra Cláudia Lima Gusmão Cacho, de 57 anos, assumiu a patente de general de brigada, marcando um momento histórico na instituição.

A cerimônia ocorreu em Brasília, onde a oficial recebeu a espada e o bastão de comando, símbolos do mais alto nível da carreira militar. Com quase 30 anos de atuação no Exército, ela destacou o significado da conquista. “Responsabilidade e competência não têm gênero”, afirmou.

Natural de Recife, Cláudia ingressou na Força em 1996, após se formar em Medicina pela Universidade de Pernambuco. Ao longo da carreira, atuou na área de saúde militar, ocupando cargos de liderança, como chefias regionais e funções estratégicas na Diretoria de Saúde, além de comandar unidades hospitalares em diferentes estados.

Agora, ela assume a direção do Hospital Militar de Área de Brasília.

Marco histórico

A promoção rompe uma barreira em uma instituição que só passou a admitir mulheres de forma permanente nos anos 1990. O acesso feminino às carreiras que permitem alcançar o generalato foi liberado apenas em 2012, o que ajuda a explicar a ausência de mulheres nos postos mais altos até então.

Apesar do avanço, a presença feminina ainda é reduzida. Atualmente, as mulheres representam cerca de 6% do efetivo do Exército, número inferior ao registrado na Marinha e na Aeronáutica. A maior concentração feminina segue na área de saúde, onde elas chegam a metade do efetivo.

Ampliação da participação

A tendência é de crescimento. Em 2026, mais de mil mulheres ingressaram no serviço militar inicial, após dezenas de milhares de alistamentos. O Ministério da Defesa prevê ampliar gradualmente as vagas e adaptar a estrutura para aumentar a participação feminina.

A nova general destacou o impacto simbólico da conquista e incentivou outras mulheres a seguirem o mesmo caminho. Segundo ela, o avanço depende de preparo e confiança. “As mulheres podem chegar”, afirmou.

A promoção de Cláudia Gusmão sinaliza uma mudança gradual nas Forças Armadas, ainda marcada por desafios, mas com avanços na diversidade e no reconhecimento profissional.

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