Reagindo ao arquivamento do processo movido pelo Ministério Público Estadual (MP/AL) que o afastou do cargo, o ex-prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus fez críticas ao deputado federal Alfredo Gaspar de Mendonça, acusando-o de ter usado a função de promotor de Justiça para alcançar objetivos políticos. Em 2016, o então prefeito foi acusado pelo MP de corrupção e desvio de dinheiro, acusações feitas com base em investigações do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) coordenado, na época, por Alfredo Gaspar.
“Na verdade, naquela oportunidade [2016], Alfredo já mostrava que não queria ser mais promotor de Justiça. Ele queria ser político, por isso que ele perseguia os políticos, tanto que ele virou deputado federal”, afirmou Cristiano Matheus, em vídeo publicado no Instagram.
Dez anos depois, Cristiano alcança a primeira vitória e, satisfeito com a decisão da Justiça, se manifestou em rede social, dizendo-se “muito feliz”. Mas também mostrou sua insatisfação com o que definiu como perseguição.
Segundo ele, que já exerceu mandato de deputado federal, na posição de promotor de Justiça e coordenador do Gaeco, Alfredo Gaspar fez um carnaval contra prefeituras e vereadores alagoanos, com objetivo político.
“Esse processo foi movido pelo Ministério Público que tinha à frente de o senhor Alfredo Gaspar de Mendoça. Vocês lembram, o Gecoc fazia aquele carnaval contra as prefeituras, contra as câmaras de vereadores. Pois bem, o Alfredo foi lá em Marechal, fez esse carnaval. Ele imaginava que as empresas que prestavam serviço em Marechal eram empresas fantasmas, em que as notas eram frias e que o serviço não tinha saído, não tinha sido feito. Eu consegui comprovar tudo isso e, graças a Deus, o processo foi arquivado”, reagiu Cristiano Matheus diante do arquivamento das acusações feitas por Gaspar.
Na crítica, o ex-prefeito fez referência à atuação do deputado na CPMI do INSS, e cobrou do relator investigação no Instituto de Previdência dos funcionários da Prefeitura de Maceió, o Iprev.
“Hoje, Alfredo fez lá (Congresso) um grande trabalho na CPMI do INSS. Só que ele pediu a condenação e pediu a prisão de muita gente, mas só de um lado. No outro lado, infelizmente, das pessoas que lhe convém, que eram amigos, ele não fez isso. Comigo lá em Marechal foi assim também. Pois bem, ele esqueceu do caso principal. Ele esqueceu dos aposentados de Maceió, de quem levaram mais de 100 milhões de reais”, afirmou Matheus.






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