A abertura da Copa do Mundo de 2026, realizada nessa quinta-feira (11), foi antecedida por uma série de denúncias envolvendo restrições migratórias, abordagens consideradas discriminatórias e dificuldades enfrentadas por delegações e torcedores estrangeiros nos Estados Unidos, principal sede do torneio ao lado de México e Canadá.
As críticas ganharam força após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que o governo trabalha para garantir a entrada das “pessoas certas” no país durante a competição. A fala ocorreu em meio a relatos de vistos negados, longos processos de inspeção e interrogatórios direcionados principalmente a visitantes oriundos da África e do Oriente Médio.
Entre os casos relatados estão as revistas realizadas com integrantes das delegações de Senegal e Uzbequistão logo após o desembarque em aeroportos norte-americanos. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram atletas submetidos a inspeções com detectores de metal e cães farejadores ainda nas áreas de chegada.
A Federação de Futebol do Irã também protestou contra a retirada da cota de ingressos destinada a seus torcedores, medida que, segundo a entidade, contraria regras estabelecidas pela FIFA para a distribuição de entradas entre as seleções participantes.

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A jornalista brasileira Karine Alves, enviada para a cobertura do Mundial, relatou ter sido alvo de uma abordagem que considerou discriminatória. “Pediram que eu levantasse o cabelo de forma ríspida. Eu fiquei sem reação, mas depois entendi”, afirmou, ao comentar a experiência vivida ao chegar ao país.
Outro episódio que repercutiu foi o do atacante iraquiano Aymen Hussein, responsável pela classificação de sua seleção ao Mundial. O jogador passou cerca de sete horas sob interrogatório de autoridades migratórias no aeroporto de Chicago antes de ser liberado.
Também chamou atenção o caso do árbitro somali Omar Artan, eleito o melhor árbitro masculino da África em 2025. Com participação prevista na competição, ele teve a entrada negada pelos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Estado norte-americano, a decisão foi motivada por suspeitas de ligação com integrantes de organizações terroristas. De volta à Somália, o árbitro foi recebido com homenagens e manifestações de apoio.

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Além das questões migratórias, a FIFA enfrenta investigações conduzidas por procuradorias estaduais norte-americanas sobre possíveis práticas abusivas na venda de ingressos. Entre as reclamações estão os elevados preços cobrados pelas entradas e mudanças nas condições informadas aos torcedores. Em alguns casos, bilhetes para a final do torneio chegaram a ser anunciados por valores superiores a US$ 30 mil.
As preocupações em torno da Copa também incluem a situação sanitária nos países-sede. Os Estados Unidos registraram mais de 2 mil casos de sarampo em 2026, enquanto Canadá e México enfrentam surtos da doença, levando especialistas a reforçar recomendações de prevenção para os milhões de visitantes esperados durante o evento.
*Com Alma Preta Jornalismo






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