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Cícero Albuquerque afirma que povos indígenas não devem apoiar parlamentares que votaram contra seus direitos

por | 20 jul, 2026

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A realização do Encontro de Caciques, Pajés e Lideranças Indígenas de Alagoas e Sergipe, entre os dias 17 e 19 de julho, em território Xucuru-Kariri, serviu de cenário para a divulgação de uma carta aberta assinada pelo educador e militante das causas populares Cícero Albuquerque. No documento, ele conclama os povos indígenas a fortalecerem a organização política e a avaliarem o histórico de atuação dos representantes eleitos antes das eleições de 2026.

Ao afirmar que indígenas, quilombolas, mulheres, jovens e trabalhadores enfrentam sucessivos ataques a seus direitos, o autor sustenta que o Congresso Nacional tem aprovado medidas contrárias aos interesses desses segmentos e defende que o voto seja utilizado como instrumento de defesa das pautas indígenas.

Grande parte da carta é dedicada ao Projeto de Lei 490, conhecido como marco temporal das terras indígenas. Albuquerque critica parlamentares que, segundo ele, votaram favoravelmente à proposta ou deixaram de participar das votações decisivas. O documento cita nominalmente deputados federais e senadores de Alagoas e Sergipe, contrapondo aqueles que apoiaram o projeto aos que votaram contra a matéria.

Sem indicar candidatos específicos, o autor afirma que eleitores indígenas não devem apoiar políticos que, em sua avaliação, atuaram contra os direitos originários dos povos indígenas ou se ausentaram das votações consideradas estratégicas. Também defende atenção à escolha de deputados estaduais e governadores comprometidos com a pauta indígena.

A carta menciona ainda uma audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Alagoas para discutir a demarcação de terras indígenas em Palmeira dos Índios. Segundo Albuquerque, o debate evidenciou a falta de apoio parlamentar às reivindicações do povo Xucuru-Kariri.

No trecho final, o educador destaca o avanço de candidaturas indígenas em diferentes estados e afirma que a eleição de representantes identificados com a causa fortalece a defesa dos direitos dos povos originários. Ao recordar os 20 anos do falecimento da liderança indígena Maninha, ele encerra a mensagem defendendo unidade, organização coletiva e mobilização social como caminhos para ampliar a proteção dos direitos indígenas e fortalecer a democracia.

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