Uma pesquisa realizada pela IMO Insights revela que boa parte dos brasileiros já projeta a reconstrução da Seleção Brasileira sem Neymar no ciclo rumo à Copa do Mundo de 2030. O levantamento aponta que 46% dos entrevistados consideram encerrada a trajetória do atacante com a equipe nacional, enquanto 36% defendem sua permanência e 18% não têm opinião definida.
O estudo também mostra que 67% dos participantes acreditam que a saída do camisa 10 abriria espaço para uma renovação da equipe. Apenas 14% discordam dessa avaliação.
Segundo a diretora de Operações da IMO Insights, Simona Karen Miranda, o debate em torno de Neymar ultrapassou o aspecto esportivo. “Os números sugerem que a discussão em torno de Neymar deixou de ser apenas técnica e passou a refletir um desejo de mudança de ciclo por parte de uma parcela significativa dos brasileiros. Não indica apenas uma perda de popularidade do jogador, mas também uma maior disposição do torcedor para enxergar o futuro da Seleção sem ele”, afirmou.
A pesquisa foi divulgada após a eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 diante da Noruega. Neymar, de 34 anos, disputou apenas 55 minutos no torneio em razão de uma lesão na panturrilha direita e encerrou sua participação marcando um gol de pênalti.
O levantamento também aponta forte insatisfação com a gestão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Para 86% dos entrevistados, a entidade precisa passar por mudanças profundas para que o país volte a disputar o protagonismo no futebol mundial. Outros 72% avaliam que os problemas administrativos contribuíram para a eliminação precoce da Seleção.
Apesar disso, a maior parte dos entrevistados atribui a queda na Copa principalmente ao desempenho dos jogadores (30%), às decisões do técnico Carlo Ancelotti (20%) e à convocação (19%). Apenas 14% responsabilizam diretamente a CBF, enquanto 6% entendem que a Noruega foi superior em campo.
Para Simona Karen Miranda, os resultados refletem a expectativa de retomada do protagonismo brasileiro no futebol. “Embora 70% reconheçam que o Brasil perdeu protagonismo no cenário mundial, ainda prevalece a percepção de que o problema está na forma como esta Seleção jogou esta Copa e não em uma perda definitiva da capacidade do país de revelar talentos ou voltar a disputar títulos”, concluiu.





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