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Mais de 40% das indústrias aderem ao mercado livre de energia desde 2024, aponta CNI

por | 31 jul, 2026

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A abertura do mercado livre de energia para um número maior de consumidores já provocou mudanças significativas no setor industrial brasileiro. Levantamento divulgado nesta quinta-feira (30) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que 41% das indústrias migraram para esse modelo de contratação desde 2024, quando a ampliação do acesso passou a valer por norma do Ministério de Minas e Energia.

Entre as empresas que deixaram o mercado cativo, quase três em cada quatro (73%) afirmam ter reduzido os gastos com energia elétrica. O estudo também mostra que o movimento deve continuar: 37% das indústrias atendidas em baixa tensão que ainda permanecem no mercado regulado demonstram interesse em fazer a migração.

A pesquisa indica que o custo da energia segue entre os principais fatores que afetam a competitividade da indústria. Para 83% dos empresários ouvidos, a conta de luz é determinante para a capacidade de competir no mercado, enquanto 67% afirmam que o aumento das tarifas impacta diretamente os custos de produção.

Segundo o gerente de Energia da CNI, Roberto Wagner Pereira, o avanço do mercado livre reflete a busca das empresas por maior eficiência nos custos.

“A pesquisa mostra a importância do custo da energia para a competitividade da indústria e que o caminho escolhido pelas empresas para diminuir as tarifas passa pela migração ao mercado livre”, afirma.

Ele também defende mudanças no modelo tarifário. “Precisamos melhorar o sinal de preços com a adoção de tarifas dinâmicas, que possam variar de acordo com a geração, o horário e a demanda dos consumidores. Associado a isso, é imprescindível revisarmos a grande quantidade de subsídios que encarecem a conta de energia”, acrescenta.

O levantamento mostra ainda que 64% das empresas adotaram alguma medida para reduzir despesas com eletricidade. A estratégia mais frequente foi justamente a migração para o mercado livre, escolhida por 30% das indústrias. Outros 13% investiram em sistemas de autogeração ou em ações de eficiência energética, enquanto 28% não implementaram nenhuma iniciativa voltada à otimização do consumo.

Entre os segmentos industriais, o setor calçadista lidera a adesão ao mercado livre, com 47% das empresas operando nesse ambiente. Já a indústria de produtos de borracha se destaca tanto pelos investimentos em autogeração quanto pela migração para o novo modelo de contratação. No setor de equipamentos de informática e produtos eletrônicos, a principal aposta foi em eficiência energética.

A sondagem aponta ainda que a energia elétrica é o principal insumo energético para 79% das indústrias brasileiras. O estudo foi realizado em abril de 2026 com 1.498 empresas dos setores extrativo e de transformação, incluindo pequenos, médios e grandes empreendimentos.

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