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Especialistas reforçam medidas de segurança para crianças com autismo após tragédia em Manaus

por | 31 jul, 2026

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A morte de uma criança de 11 anos após cair de um prédio em Manaus reacendeu o alerta sobre a importância da adoção de medidas de segurança para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O caso, que está sendo investigado pelas autoridades, trouxe novamente à discussão os desafios enfrentados por famílias que convivem com crianças que podem apresentar maior vulnerabilidade a acidentes.

Especialistas destacam que, em muitos casos, crianças com TEA podem ter dificuldade para identificar situações de perigo, agir de forma impulsiva ou apresentar comportamento exploratório e episódios de fuga, o que exige atenção redobrada dos responsáveis.

Segundo a psicóloga Priscila Barbosa, algumas características do transtorno podem aumentar o risco de acidentes. “São crianças que apresentam dificuldades na comunicação social, podendo ter limitações para compreender as consequências das próprias ações, entender regras de segurança ou até mesmo pedir ajuda quando necessário. Além disso, podem apresentar interesses restritos e alterações no processamento sensorial e, na tentativa de acessar um ambiente ou objeto de seu interesse, ou de escapar de um estímulo aversivo, acabam não percebendo os riscos e perigos ao seu redor”, explica.

Entre as principais recomendações estão a instalação de redes de proteção em janelas e sacadas, travas de segurança em portas e janelas, bloqueio de acesso a piscinas, escadas e outros locais de risco, além da supervisão constante por parte dos cuidadores.

“Algumas crianças não têm a percepção do medo e acabam se aproximando de locais que oferecem riscos, tais como escadas, piscinas e sacadas”, ressalta a psicóloga.

Os cuidados também devem ser adotados fora de casa. Priscila Barbosa orienta que a criança utilize algum tipo de identificação, como pulseira com nome e telefone do responsável, cordão de identificação para pessoas com autismo ou outros transtornos ocultos, além de dispositivos de rastreamento que possam facilitar a localização em caso de desaparecimento.

A especialista explica que crianças com TEA podem apresentar o chamado *elopement*, termo utilizado para descrever episódios de fuga repentinos e não planejados. Diante dessa característica, ela reforça que a prevenção e a vigilância permanente são fundamentais para reduzir os riscos e garantir a segurança das crianças em diferentes ambientes.

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