A Defensoria Pública do Estado de Alagoas, por meio do seu Núcleo de Proteção Coletiva, convida a sociedade alagoana para uma audiência pública de grande relevância social: a apresentação do relatório técnico-científico independente sobre o processo de subsidência em Maceió. O evento acontecerá nesta sexta-feira, 8 de agosto, às 10h, no auditório do CESMAC.
O documento, inédito e de alto rigor acadêmico, foi elaborado por um grupo de pesquisadores nacionais e internacionais vinculados a instituições científicas de excelência: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), University of Leipzig, Leibniz University Hannover e GFZ – Helmholtz Centre for Geosciences, da Alemanha.
A pesquisa teve início em fevereiro de 2025, a partir de uma iniciativa do Núcleo de Proteção Coletiva da Defensoria Pública, que articulou a cooperação técnica entre os centros de pesquisa e requisitou os dados oficiais da Defesa Civil de Maceió. O estudo reúne análises de campo, imagens de satélite e dados públicos, seguindo metodologias reconhecidas internacionalmente e garantindo absoluta independência dos cientistas envolvidos.
O grupo responsável pela pesquisa é formado por especialistas com alta qualificação acadêmica, cuja atuação em instituições de prestígio confere credibilidade e robustez aos resultados. Os nomes e currículos dos pesquisadores serão divulgados ao longo da semana, como parte do compromisso com a transparência.
A apresentação será conduzida por um dos pesquisadores integrantes do grupo e contará com a presença de autoridades, lideranças comunitárias, representantes das vítimas e movimentos da sociedade civil.
Segundo a Defensoria Pública, trata-se de um momento singular de escuta pública e transparência institucional, com impacto direto na luta por justiça e reparação às populações atingidas pelo desastre geológico que comprometeu cinco bairros da capital: Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e parte do Farol.
“A reconstrução de Maceió passa pela justiça, pela transparência e pelo respeito aos direitos das populações atingidas”, afirma a instituição em nota.






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