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Ex-Corinthians, Régis Pitbull vive nas ruas aos 49 anos em meio à dependência química

por | 3 set, 2026

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O ex-jogador Régis Fernandes da Silva, conhecido como Régis Pitbull, vive há cerca de dois meses nas ruas de Pirituba, na Zona Norte de São Paulo, em meio à dependência química e a dificuldades financeiras. Aos 49 anos, o ex-atleta que vestiu as camisas de Corinthians, Ponte Preta e Vasco perdeu o imóvel onde morava e atualmente se abriga sob lonas, cobertores e papelões em uma praça do bairro.

A situação foi revelada em reportagem publicada pelo Globo Esporte nessa quarta-feira (2).

O apartamento onde Régis vivia foi alvo de uma ação judicial por dívidas de condomínio e IPTU. Em 2025, ele chegou a ser preso depois de agredir o síndico do prédio.

A rotina atual é marcada pelo consumo de drogas e pela busca por recursos para sobreviver. Régis costuma frequentar um restaurante próximo ao local onde está instalado, onde pede café com várias colheres de açúcar, recebe refeições doadas, carrega o celular e usa o banheiro.

Funcionários do estabelecimento afirmam que são poucos os dias em que o ex-jogador aparece sóbrio.

A dependência química acompanha Régis desde os primeiros anos da carreira. Ele chegou a ser suspenso duas vezes por doping relacionado ao consumo de maconha. Em 2022, foi internado para tratamento, mas voltou a consumir drogas menos de um mês depois de deixar a instituição.

Atualmente, segundo o relato, o celular também é utilizado para comprar drogas. Régis afirmou ter consumido uma “flor com ice” na noite anterior à reportagem.

Apesar da situação, o ex-jogador não demonstra interesse em uma nova internação ou em acompanhamento médico. Também rejeita a possibilidade de morar na casa de amigos ou conhecidos.

O que ele diz querer é conseguir um emprego e reconstruir a própria vida.

Régis mantém contato com torcedores do Corinthians. Segundo ele, integrantes da torcida já foram até o local onde vive para tentar ajudá-lo.

Nascido e criado em Pirituba, o ex-atleta permanece circulando pelas ruas do bairro em uma bicicleta azul e visitando pessoas que conhece na região.

Durante um dos deslocamentos, ele encontrou o policial responsável por sua prisão em 2025. De acordo com o relato, o agente afirmou que Régis era responsável pela situação em que se encontrava.

A realidade atual contrasta com os anos de carreira profissional, quando o ex-jogador desfrutava de uma condição financeira muito diferente. Ao recordar o passado, Régis citou carros que teve, como uma BMW e uma Dakota, além de episódios em que era tratado como celebridade.

Régis disputou 170 partidas e marcou 49 gols como profissional. Além de Corinthians, Ponte Preta e Vasco, também defendeu Bahia e Portuguesa e atuou por clubes do Japão, da Turquia e da Coreia do Sul.

O ex-jogador completa 50 anos no próximo dia 22 de setembro e afirma que gostaria de reunir amigos para comemorar o aniversário. Ao mesmo tempo, admite não encontrar motivos para celebrar diante da situação atual.

Em um dos momentos mais fortes do relato, Régis afirmou que prefere que as pessoas pensem que ele morreu.

“Não quero que ninguém saiba que eu existo. Se acharem que estou morto, é melhor. Não sou um coitadinho”, declarou.

A história do ex-atleta expõe o contraste entre o sucesso alcançado no futebol profissional e a situação de vulnerabilidade enfrentada atualmente, marcada pela dependência química, perda de patrimônio e ausência de moradia.

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