A Arquidiocese de Maceió ingressou com uma ação judicial contra o padre Walfran Fonseca e o conselheiro fiscal Ronnie Rayner Teixeira Mota, buscando esclarecimentos sobre a aplicação de R$ 3,12 milhões destinados a projetos sociais da Fundação Recriar. A iniciativa, conforme nota oficial, visa assegurar a transparência e a responsabilidade na gestão dos recursos, em consonância com as diretrizes da Santa Sé. Os detalhes completos estão em reportagem do jornalista Ricardo Rodrigues para a Tribuna Independente.
A Fundação Recriar, vinculada à Arquidiocese, recebeu verbas federais entre 2018 e 2024 para implementar cursos profissionalizantes e ações de reintegração social voltadas a dependentes químicos e pessoas em situação de vulnerabilidade. No entanto, a atual administração, sob a liderança do arcebispo Dom Beto Breis, aponta a ausência de documentos e informações que comprovem a execução dos projetos.
A ação, protocolada na 6ª Vara Cível de Maceió, destaca que seis dos dez termos de fomento firmados com o Ministério do Desenvolvimento Social permanecem sem prestação de contas. Os contratos previam atividades como cursos de corte e costura, marcenaria, padaria e empreendedorismo, com valores individuais que variam de R\$ 100 mil a R\$ 1 milhão.
Além das suspeitas de desvio de finalidade e favorecimento pessoal, o padre Walfran também enfrenta outras denúncias. Ele é acusado de irregularidades na gestão de quase R$ 14 milhões da Associação Beneficente Paróquia de Santo Antônio e responde a uma ação por crime ambiental relacionada à extração de areia em terreno pertencente à Igreja Católica.
A Arquidiocese enfatiza que a ação judicial não implica acusação criminal, mas busca garantir a devida prestação de contas. A medida reflete o compromisso da Igreja com a boa gestão dos bens e a responsabilidade administrativa, princípios reforçados durante os pontificados do Papa Francisco e do Papa Leão XIV.






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