Moradores de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, têm se deparado com um fenômeno inusitado: o aumento expressivo de lagartos de grande porte circulando por ruas, quintais e até dentro de casas. Apelidados popularmente de “Godzillas”, os animais chamaram atenção por seu tamanho — alguns chegam a medir mais de um metro e meio — e pela frequência com que têm aparecido na chamada “cidade dos bilionários”.
Segundo especialistas ouvidos por autoridades ambientais locais, a presença crescente desses répteis está diretamente relacionada à expansão urbana acelerada e às mudanças climáticas que afetam a região. O avanço de condomínios e empreendimentos sobre áreas de mata tem reduzido o habitat natural das espécies, forçando-as a buscar abrigo e alimento em zonas residenciais.
Além disso, o aumento das temperaturas e os períodos irregulares de chuva contribuem para que os lagartos se tornem mais ativos e se reproduzam com maior frequência. O ambiente urbano, com jardins irrigados, lagos artificiais e restos de alimentos, oferece condições ideais para que se instalem e sobrevivam com facilidade.
Em bairros de alto padrão, onde há áreas verdes e abundância de insetos e pequenos animais, os répteis encontraram um novo nicho ecológico. “Eles não são agressivos, mas podem causar acidentes se acuados ou ao tentar fugir”, alertam técnicos da Secretaria de Meio Ambiente, que recomendam evitar o acúmulo de entulho e de água parada.
Embora as aparições causem espanto, os especialistas ressaltam que o fenômeno é um reflexo direto das transformações no ambiente e da interação crescente entre a fauna silvestre e os espaços urbanos. Jaraguá do Sul, símbolo de prosperidade e desenvolvimento industrial, agora enfrenta o desafio de equilibrar crescimento e conservação ambiental — enquanto seus moradores aprendem a conviver com os “Godzillas” catarinenses.









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