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Mão na mão com o livro

por | 29 jun, 2025

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Bienal do Rio | Divulgação

Por Duse Leite (@duseleite)

Na era digital, em que tudo se resolve com um toque na tela, eu me pego pensando — e sentindo — que nada, nada mesmo, substitui o gesto simples de pegar um livro de verdade.

Meu Deus, como é bom! Como é bom folhear, sentir o cheiro do papel, ouvir aquele som discreto das páginas virando. O livro em espécie é mais que um objeto: é um encontro. Um abrigo.

Lembro perfeitamente bem… Eu, com 15, 16 anos, dormia com um livro em uma mão e outro na outra. Acordava assim, na mesma posição, como se meus sonhos tivessem ficado presos ali, entre as páginas. Eu amava ler. Amava. E continuo gostando. Muito.

Mas o que mais me encantava — e ainda encanta — é esse contato íntimo, físico, com o livro.

Não tenho o hábito de ler pelo computador, nem por e-book, nem pelo celular. Me cansa. Aquelas letrinhas pequenas dentro de um quadrado que a gente nem sempre consegue aumentar… não é a mesma coisa.

O toque. O peso. A lombada firme. Tudo isso faz parte da experiência.

E agora vejo a Bienal do Livro, lá no Rio de Janeiro, com milhares de pessoas visitando os estandes, mergulhando em histórias. Em breve, será a nossa vez, aqui em Maceió. Nossa Bienal. Nosso reencontro com o papel.

Que ela nos lembre que o livro ainda resiste. Que ainda há mãos que preferem o papel à tela. Que ainda há olhos que se encantam com páginas reais.

Porque, pra mim, ler é isso:

mão na mão com o livro.

Corpo e alma… na mesma história.

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