O Programa AVC Dá Sinais, implantado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), consolidou-se como um dos maiores marcos da saúde pública em Alagoas e já ultrapassa fronteiras, sendo reconhecido em congressos nacionais e internacionais. A iniciativa alia informação, rapidez e tecnologia no combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo.
Apresentado em eventos como o Global Stroke Alliance, em São Paulo, o Congresso Brasileiro de AVC, no Paraná, e o IV Encontro Nacional de Unidades de AVC, o programa também foi destaque no I Encontro da Linha de Cuidado do AVC, em Brasília, além da Jornada Alagoana de Neurologia. Delegações de outros estados e até de fora do país já visitaram Alagoas para conhecer a experiência.
O diferencial do programa é o uso de um aplicativo de telemedicina que conecta unidades de saúde e agiliza a tomada de decisão médica. “Investir em inovação e equipes qualificadas salva vidas. A telemedicina nos permite chegar mais longe, com precisão e humanização”, destacou o secretário de Saúde, Gustavo Pontes de Miranda.
A rede conta com seis hospitais de referência: Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), Hospital Geral do Estado (HGE), Hospital Regional da Mata (HRM), Hospital do Alto Sertão (HRAS) e Hospital de Emergência do Agreste (HEA). Somente em 2024, foram realizados 1.726 atendimentos, dos quais 1.070 resultaram em confirmações de AVC. Entre esses casos, 121 pacientes receberam trombólise, procedimento que dissolve coágulos e pode restaurar o fluxo sanguíneo no cérebro.
Desde 2021, já foram 6.590 atendimentos, com 4.116 casos confirmados, 504 trombólises e 137 trombectomias. Cada número representa vidas salvas e sequelas reduzidas.
Para o neurologista Matheus Pires, coordenador do programa, a rapidez é decisiva. “Quando falamos em AVC isquêmico, temos uma janela de até 4h30 para a trombólise e 8h para a trombectomia. Cada minuto faz diferença”, ressaltou.
Outro diferencial é o Ambulatório Pós-AVC, no HMA, que garante acompanhamento neurológico e reabilitação. O diretor Filipe Fernandes destaca a importância da continuidade: “Garantir suporte depois é essencial para a recuperação com qualidade”.






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