Destemido, ousado, humano, visionário. Não faltaram qualificativos para definir a figura de José Hipólito Correia Costa, empresário alagoano homenageado com a Medalha da Ordem do Mérito Industrial na noite desta segunda-feira, 25 de maio, Dia da Indústria.
Outorgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a honraria reconhece personalidades que contribuem de forma relevante para o fortalecimento do setor produtivo e para o desenvolvimento econômico do país, e foi entregue ao fundador da Asa Branca Industrial Comercial e Importadora Ltda. pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), José Carlos Lyra de Andrade.

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Falando à plateia de convidados na Casa da Indústria, o presidente da FIEA abriu a noite lembrando nomes já homenageados com a distinção da CNI em Alagoas – Napoleão Barbosa, Tércio Wanderley, João Lyra, Carlos Lyra, João Tenório, José Aprígio Vilela, Emerson Tenório, Vitor Wanderley e José Carlos Maranhão. “Todos eles deram imensa contribuição para a indústria e para o desenvolvimento de Alagoas, exatamente como Hipólito fez e faz, a partir do agreste alagoano. Daí nossa homenagem, justa e necessária”, pontuou.
Para José Carlos Lyra, uma das principais demonstrações da visão estratégica do empresário é sua coragem para expandir. “Da distribuição, ele ampliou as atividades para o setor industrial, iniciando com a indústria alimentícia Hada. Posteriormente, estruturou uma rede de importação e exportação de pescados, integrando toda a cadeia produtiva, da indústria à distribuição, com presença no mercado nacional e internacional”, destacou.

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“Estamos diante de um empresário que compreendeu que indústria é transformação. É agregar valor, integrar cadeias produtivas. É gerar riqueza, emprego e desenvolvimento”, complementou o presidente da FIEA.
Capacidade produtiva
Presente à solenidade, o prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, evidenciou a capacidade produtiva do homenageado. “Você é o maior exemplo que Arapiraca pode mostrar da capacidade produtiva de seu povo. Você nos enche de orgulho, e com certeza é merecedor dessa honraria”, disse.
Gestor da segunda maior cidade de Alagoas, Barbosa lembrou do episódio de superação que marcou a vida do fundador da Asa Branca e de sua família, quando, em 2021, Hipólito ganhou projeção nacional após ser submetido a um transplante duplo de pulmão em decorrência de complicações severas da Covid-19. O procedimento, pioneiro no Brasil para pacientes pós-Covid, foi realizado com sucesso, transformando-se em referência médica no país. “Arapiraca foi premiada com Hipólito, com seu espírito empreendedor. Para se ter uma ideia de como ele é querido e respeitado, basta dizer que sua recuperação era algo que mobilizava a cidade. Arapiraca toda pedia pela recuperação dele”, recordou o prefeito.

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Trabalho como fundamento
Há muitos fatores que contribuíram para a bem-sucedida trajetória de José Hipólito no mundo dos negócios, mas o principal deles, sem dúvida, reside no trabalho. Foi trabalhando que ele desenvolveu toda uma ética, um fundamento sobre o qual estruturou sua vida. Filho de agricultores nascido em Taquarana, próximo a Arapiraca, o empresário construiu uma história alicerçada no trabalho.
Formado em Engenharia Agronômica, após uma sólida experiência no setor sucroenergético fundou, em 1995, em Arapiraca, a Asa Branca, uma das maiores referências do país nos segmentos de distribuição e atacado. Com visão estratégica, expandiu negócios, investiu em atividades industriais, construiu relações comerciais internacionais e levou o nome de Alagoas para mercados da Europa, Ásia e América do Sul. Hoje, mais de 1.700 empregos diretos, além de milhares de empregos indiretos, ajudam a contar essa história.
Quando José Hipólito subiu ao palco montado na Casa da Indústria para receber a Medalha da Ordem do Mérito Industrial da CNI das mãos do presidente da FIEA, José Carlos Lyra de Andrade, essa história de vida baseada no trabalho ganhou projeção. Sob o olhar da esposa e companheira de décadas, Ana Costa, dos seus três filhos e de inúmeros amigos, ele não hesitou em reafirmar a importância do trabalho em sua caminhada. “Ao mesmo tempo em que agradeço pelo prêmio que me foi concedido por esta importante Casa, gostaria de dividir essa honraria com todos aqueles que, ao longo da minha vida, caminharam ao meu lado”, disse, em seu discurso.
Ao agradecer à família, aos amigos e aos colaboradores e parceiros de negócios, o empresário reconheceu o valor de todos com quem teve a oportunidade de compartilhar sua jornada. “Nenhuma conquista é mérito de uma única pessoa. E eu certamente não cheguei até aqui sozinho. Mas existe outro valor que considero fundamental e que aprendi desde muito cedo: o trabalho”, declarou, para completar: “Recebo este prêmio com muita gratidão, mas também com a consciência de que ele representa muito mais do que uma conquista individual. Ele representa todas as mãos que me ajudaram ao longo do caminho”.
Também estiveram presentes na solenidade o vice-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa; o vice-presidente da FIEA, José Nogueira Filho; o presidente do Sebrae, Domício Silva, o presidente da Federação da Agricultura do Estado de Alagoas (FAEAL), Álvaro Almeida, o vice-presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Carlos Cavalcanti; o desembargador federal Rubens Canuto Neto; a ex-prefeita de Arapiraca, Célia Rocha; o desembargador Marcelo Vieira, do Tribunal Regional do Trabalho; o desembargador Orlando Rocha; a prefeita do município de Pilar, Fátima Rezende; o presidente da Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA), Raimundo Barreto, a secretária de Comunicação de Arapiraca, Mônica Nunes; os empresários Emérson Tenório, Fernando Farias e o ex-deputado Olavo Calheiros.







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