Um militar da reserva da Polícia Militar de Alagoas foi agredido em sua casa, no último domingo, 24, durante abordagem feita por policiais de um Batalhão da PM. Em postagem num grupo de Whatsapp, ele relata que estava em casa com alguns amigos quando chegou uma viatura, falando de denúncia de som alto, feita por uma vizinha.
O militar, identificado como 2º sargento Everaldo, da Reserva Remunerada, diz que os militares agiram com tranquilidade, verificando que não havia som alto. Em seguida, fizeram o registro da ocorrência e foram embora. Momentos depois, quando a reunião festiva com os amigos já havia terminado, chegou uma segunda viatura.
“Eu abri o portão da garagem pra ver quem era. Quando vi os policiais, pedi pra fechar e abrir o portão pequeno. Não deixaram. Um deles me puxou pelo braço, me derrubou no chão, deslocou meu ombro. Me deram um samba de pau (sova, pancada)”, relata o sargento Everaldo.
Veja o vídeo:
O militar diz que não entende a reação violenta dos colegas, pois nem reagiu e nem estava armado. No relato, Everaldo diz que ele e as esposa foram ofendidos e colocados na mala da viatura. “Fui chamado de cachorro, e minha mulher de rapariga!”, afirma ele, ao contar a situação vivida.
Na sequência, foram levados para a Central de Flagrantes onde, autuado por crime militar, pagou fiança evitando ser levado para o presídio. “Eles disseram que eu agredi o sub-tenente e uma policial feminina, que atrapalhei o serviço da guarnição. Nada disso ocorreu. Depois entraram na minha casa, sem autorização”, reclamou o sargento Everaldo.
Ele conta que da Central de Flagrantes foi levado para a Corregedoria da Polícia Militar, e de lá para o Batalhão de Rádio Patrulha. “Tou aqui, acho que até quinta-feira. Tou sendo bem tratado, graças a Deus, mas muito triste com tudo que aconteceu. Situação que até agora não entendo!”, lamentou o militar.
Em resposta, militares do grupo manifestaram insatisfação com a ação contra o sargento.
“Ninguém respeita os veteranos, parece que não vai ser um dia!”, protestou um membro do grupo. Outro, por sua vez, definiu a ação como covardia, e pediu respeito aos veteranos. “Triste isso, viu!”, disse o militar.







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